Com a participação de 250 profissionais de saúde, entre médicos e enfermeiros da atenção primária de 54 municípios, uma capacitação sobre coqueluche foi realizada pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) Regional de Montes Claros. O evento, promovido por videoconferência, teve como foco a vigilância epidemiológica, o diagnóstico precoce, a notificação e o tratamento da doença, visando conter sua disseminação e evitar surtos.

Entre novembro de 2024 e janeiro deste ano, foram notificados 41 casos prováveis de coqueluche na região, sendo 13 confirmados. Diante desse cenário, autoridades da saúde reforçaram a necessidade de capacitação para uma resposta rápida e eficaz. A capacitação destacou que crianças menores de seis meses, bebês prematuros e pessoas com doenças crônicas são mais vulneráveis às complicações da doença e requerem atenção especial.

A imunização continua sendo a principal estratégia para prevenir a coqueluche, com ênfase na vacinação de crianças e gestantes. Profissionais de saúde também devem estar atentos a sintomas sugestivos, como tosse persistente, guincho inspiratório e vômitos pós-tosse, e garantir a notificação imediata dos casos suspeitos.

A transmissão da coqueluche ocorre pelo contato direto com secreções de pessoas infectadas, sendo fundamental a adoção de medidas de controle, como a identificação precoce dos casos e a adoção de protocolos de biossegurança nos serviços de saúde.

A doença evolui em três fases: a inicial, semelhante a um resfriado comum; a fase paroxística, caracterizada por tosse intensa e persistente; e a fase de recuperação, em que os sintomas diminuem gradualmente. Nos casos graves, principalmente em bebês menores de um ano, pode haver complicações severas, como apneia, convulsões e desidratação, exigindo hospitalização e cuidados especializados.

O diagnóstico da coqueluche pode ser desafiador nas fases iniciais, devido à semelhança com outras doenças respiratórias. Para confirmação, exames laboratoriais são realizados, incluindo cultura de material da nasofaringe e PCR em tempo real. Em Minas Gerais, esses exames são conduzidos pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte.

A vacinação é a principal forma de prevenção. Crianças devem receber três doses da vacina pentavalente, com reforço aos 15 meses e aos quatro anos. Gestantes devem ser vacinadas a partir da 20ª semana de gestação, independentemente de imunização prévia. Trabalhadores da saúde que atuam em setores de risco também foram incluídos no grupo prioritário para imunização contra a coqueluche.

A capacitação destacou a importância da vigilância ativa e da rápida intervenção diante de casos suspeitos. O treinamento proporcionou atualização técnica e reforçou a integração entre profissionais de saúde da região, fortalecendo a capacidade de resposta contra a doença e ampliando as ações de prevenção.

Foto: SESA-PR


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