O jantar e a sobremesa serão mais caros na ceia de Natal dos belo-horizontinos neste ano. Uma cesta com um peru mais barato e um panetone de fabricação própria de supermercado ou padaria, por exemplo, chega a ficar quase 32% mais cara em comparação a 2021, segundo levantamento do site de pesquisa Mercado Mineiro, divulgado nesta segunda-feira (5).

As carnes foram alguns dos produtos com maior aumento em 2022, embora tenha havido algumas quedas nesse setor, mas o consumidor pagará mais caro por todas as frutas frescas.

O peru da Perdigão de um quilo, por exemplo, ficou praticamente 30% mais caro, saltando de uma média de R$ 23,12 para R$ 29,99. O frango Supreme da Sadia aumentou cerca de 27% e passou de R$ 18,92 para R$ 23,99. Por outro lado, o preço do pernil, opção tradicionalmente mais barata, caiu aproximadamente 11%. A opção da Sadia, que custava R$ 19,94, passou para R$ 17,80.

O panetone ficou, em geral, mais caro, porém menos do que o após o salto de preço registrado entre 2020 e 2021. A opção com o maior aumento foi a do panetone de fabricação própria de padarias e supermercados, de 37%: a média foi de R$ 8,63 para R$ 11,83 em um ano.

O chocotone da Bauducco ficou alguns reais mais caro, indo de R$ 22,13 para R$ 24,15, alta de 9%. Quem não gosta de panetone e prefere investir em uma caixa de bombons também paga mais caro, já que a média de preço das três opções mais populares, Garoto, Lacta e Nestlé, passou de R$ 10 em 2022. A opção mais barata — e com menos gramas — é a caixa da Garoto de 355 g, que custa R$ 10,77, 13% mais caro que os R$ 9,54 de 2021.

Na seara das frutas, o consumidor também encontra aumentos. O quilo da ameixa seca sem caroço saltou de R$ 48,60 para R$ 67,29, alta de 38,5%. Mas houve algumas baixas, como a queda de 9% do quilo das nozes sem casca, que caiu de R$ 107,44 para R$ 97,79. O quilo da castanha do Pará inteira caiu 8% e foi para R$ 92,65, enquanto o de damasco seco subiu 10,5% e chegou a R$ 92,23.

Já na gôndola das frutas frescas, nenhuma ficou mais barata. Pelo contrário, o preço da maçã Fuji quase dobrou e escalou de R$ 7,24 para R$ 14,16. A unidade de abacaxi encareceu 10% e foi a R$ 9,43.


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