O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) criou a Comissão de Auditoria da Votação, que substituí o procedimento antes denominado “Votação Paralela”, com o objetivo de demonstrar a segurança e a lisura do processo eletrônico de votação do país. Até as eleições de 2020, cinco urnas passavam pelo teste de integridade, número que foi ampliado para 33 em 2022. A ampliação é uma resposta aos constantes ataques que o sistema eleitoral sofreu nos últimos anos e acontece no primeiro turno e no segundo, se houver.

São convidadas entidades fiscalizadoras, como Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ministério Público, Polícia Federal, Forças Armadas, além dos partidos, para acompanhar os trabalhos de auditoria de funcionamento das urnas. Os equipamentos das seções eleitorais do estado são definidos por sorteio, no dia anterior às eleições.

As urnas eletrônicas dessas seções (já lacradas, constando os dados de candidatos e dos eleitores da seção) serão retiradas de seus locais de origem e transportadas, de carro ou avião, para Belo Horizonte, onde ficarão sob a vigilância da Polícia Militar”, informou o TRE-MG.

Após a retirada, os equipamentos são substituídos por urnas de reserva, que já estão disponíveis nas zonas eleitorais. “Cédulas de papel serão preenchidas e serão colocadas em urnas de lona no decorrer da tarde de sábado. Logo após, essas urnas serão lacradas. No dia da eleição, os votos de cada urna de lona serão replicados nas respectivas urnas eletrônicas. Ao final do dia, será feita a apuração dos votos de papel e o resultado vai ser comparado com o que está no boletim da urna eletrônica associada a cada urna de lona”, destacou.

Tempo real

A comissão vai funcionar em duas unidades, nos bairros Lourdes e Santo Agostinho, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Outras dez urnas serão sorteadas no estado para o teste de autenticidade, que é realizado na própria seção eleitoral. Todo o processo será filmado e transmitido em tempo real pelo canal do TRE-MG no Youtube.

“Nesse procedimento, é emitido um relatório contendo os hashes (resumos digitais) e assinaturas dos programas instalados na urna. Essas informações poderão ser conferidas com as que estarão disponíveis no site do TSE, para checagem se são os mesmos sistemas assinados na cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais”, disse.


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