O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, confirmou nesta segunda-feira (28) que tropas norte-coreanas foram enviadas para a Rússia, com unidades mobilizadas na região de Kursk. Rutte destacou que essa cooperação militar entre Rússia e Coreia do Norte representa uma ameaça à segurança tanto do Indo-Pacífico quanto do Euro-Atlântico.
“O envio de tropas norte-coreanas marca uma escalada significativa na ‘guerra ilegal da Rússia’ na Ucrânia, violando resoluções do Conselho de Segurança da ONU e ampliando perigosamente o conflito”, afirmou Rutte. Ele também sugeriu que esse movimento reflete um “desespero crescente” por parte do presidente russo, Vladimir Putin, devido às dificuldades enfrentadas pelo exército russo, que já contabiliza mais de 600 mil soldados mortos ou feridos.
Embora o Kremlin tenha negado os relatos como “notícias falsas”, Putin não refutou a presença de soldados norte-coreanos na Rússia, indicando que tal questão é uma decisão de Moscou sob o tratado de parceria com Pyongyang. Um representante norte-coreano na ONU classificou as alegações como “rumores infundados”.
Em resposta, Andriy Yermak, chefe de gabinete do presidente ucraniano, declarou que sanções não bastam para lidar com o envolvimento da Coreia do Norte no conflito e apelou por mais fornecimento de armas ocidentais. “A presença de tropas norte-coreanas em Kursk representa uma escalada. Precisamos de armas e um plano claro para impedir a ampliação da influência norte-coreana na guerra na Europa”, afirmou Yermak em suas redes sociais.

