Quase dois meses depois de um servidor público ter tido um mal súbito e morrer após subir as escadas de um dos edifícios da Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, o local ainda continua com problemas nos elevadores. Vinte e dois elevadores sociais do Prédio Minas, uma das torres do complexo que abriga as secretarias de Estado de Minas Gerais, estão desligados desde meados de novembro por causa de falhas detectadas em alguns deles.

A interrupção do funcionamento dos elevadores sociais fez com que os elevadores privativos, destinados a autoridades que chegam pela garagem do Prédio Minas, fossem disponibilizados a todos os visitantes que chegam ao local. Eles estão localizados na garagem da edificação, em número menor que os elevadores comuns.

A morte do servidor público ocorreu em 27 de novembro. O homem, de 66 anos, dava expediente na Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), autarquia que funciona no edifício. Ele sofria de comorbidades e, por causa do desligamento dos elevadores, precisou subir seis andares de escada.

O processo de execução do reparo dos elevadores do prédio Minas da Cidade Administrativa está em andamento e que todo o empenho é para que seja concluído o mais breve possível. Todas as providências estão sendo tomadas para que a situação seja sanada rapidamente, considerando, principalmente, a segurança dos servidores e visitantes do complexo”, informou a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), em nota enviada à Itatiaia.

Apesar de questionada, a pasta não projetou data para a conclusão das correções.

Home office é opção

Segundo o governo de Minas Gerais, servidores que atuam no Prédio Minas foram autorizados a fazer home office. Postos de trabalho localizados no Prédio Gerais, outro dos edifícios da Cidade Administrativa, foram disponibilizados aos empregados do governo lotados nos andares sem comunicação com os elevadores sociais.

“Todos os elevadores de chamada antecipada do prédio Minas, inclusive os que não apresentaram problema, passaram por um diagnóstico detalhado e individualizado. Importante explicar que a administração pública possui características próprias para a contratação de serviços que podem impactar no prazo de execução e conclusão dos reparos necessários e, nesse contexto, desde a identificação do problema, estão sendo adotadas as medidas necessárias para garantir, de forma segura e ágil, a correção das falhas identificadas”, lê-se em outro trecho da nota da Seplag.


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