A pesquisa Expectativa de Vendas Black Friday, realizada pelo Núcleo de Estudos Econômicos da Fecomércio MG, indica um forte otimismo no comércio mineiro para a data promocional. O levantamento mostra que 94,9% das empresas do comércio do estado têm conhecimento da data. Destas, 39,2% pretendem participar das ações de vendas na Black Friday, que ocorrerá em 28 de novembro, a última sexta-feira do mês. O percentual de adesão supera o registrado no ano passado, quando 37,9% das empresas participaram.
Na avaliação da maioria dos empresários do comércio varejista (63,3%), o período de ofertas não interfere negativamente nas vendas de Natal. Um grupo de 22,9% percebe até uma interferência positiva. Apenas 13,7% afirmam que há impacto negativo, principalmente pela antecipação das compras e pela possível falta de recursos do consumidor para novas aquisições. “O empresário está mais confiante na separação das datas promocionais”.
A pesquisa foi realizada entre 15 e 24 de outubro, avaliando 413 empresas, com margem de erro de 5,0% e nível de confiança de 95%. Até o momento, mais de 15% das empresas indicavam que ofereceriam descontos acima de 50%, enquanto 35,7% ainda não haviam definido o percentual. Para 63,3% dos empresários, o aumento esperado no volume de vendas deve ser de até 40%. Um grupo de 10,8% espera alta superior a 50%.
Os descontos da Black Friday devem ser aplicados em 38,4% das lojas físicas e em 21,9% das lojas virtuais. No ano passado, 22,2% das empresas deram descontos acima de 50%, o que resultou em um aumento de até 40% nas vendas para 59,7% dos estabelecimentos participantes. Em 2025, 41,1% das empresas apontaram os descontos como a principal estratégia adotada, somados a promoções e campanhas publicitárias.
A maior parte dos empresários (58,3%) acredita que nada deverá atrapalhar as vendas. Já 16,6% mencionaram a crise econômica como possível barreira, e 13,2% apontaram a concorrência como fator de pressão. Entre os que não pretendem participar, 70,6% dizem não ter interesse; 15,0% afirmam que a data não gera lucro; 14,5% alegam baixo fluxo de vendas; e 14,0% relatam falta de recursos para investimento.
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