A Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) visita nesta segunda-feira (9/10/23), às 10 horas, o Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC), situado na Rua Professor José Vieira de Mendonça, 770, Bairro Engenho Nogueira, em Belo Horizonte (MG). O requerimento para a visita é da presidenta do colegiado, deputada Beatriz Cerqueira (PT).

Segundo o documento, o objetivo da atividade é conhecer as instalações da instituição e as iniciativas voltadas para o desenvolvimento científico, tecnológico, econômico e social, a introdução de inovações e a transferência de tecnologia estimuladas pelo espaço, de forma a dar maior visibilidade à importância estratégica desses ambientes e subsidiar novas ações da comissão nesses setores.

A visita ao BH-TEC deve ser a primeira de ao menos três aos parques tecnológicos ativos em Minas Gerais, conforme anunciado em audiência da Comissão de Educação realizada no último dia 23 de agosto. Na ocasião, a conclusão dos participantes foi de que os parques tecnológicos ainda demandam mais recursos e articulação em rede entre universidades, governo e mercado.

Uma informação que veio à tona na ocasião é de que Minas Gerais detém cerca de 25% das universidades do País, mas conta com apenas três dos 57 parques tecnológicos ativos no Brasil, com outros três em processo de estruturação.

“Os parques tecnológicos são fundamentais para que a gente consiga apostar no desenvolvimento do nosso Estado. É uma agenda em que a Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia está investindo, chamando essa responsabilidade para a Assembleia para que possamos contribuir com uma política estadual que possa fortalecer os nossos parques tecnológicos, reforçar a agenda da ciência, da pesquisa, da inovação”, afirmou a deputada Beatriz Cerqueira, na solenidade de abertura do I CIS.

Em sua atuação no comando da comissão, Beatriz Cerqueira tem destacado a importância de mais investimentos em ciência e tecnologia pelo Estado. Em 24 de agosto último ela representou o colegiado na abertura do Congresso de Inovação e Sustentabilidade do BH-TEC (CIS).

E isso se materializou pouco depois, em 4 de setembro, quando recursos da ordem de R$ 36 milhões destinados a esses setores no Estado foram anunciados durante participação do diretor-presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Celso Pansera, em audiência pública da Comissão de Educação.

A Finep é uma empresa pública, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que atua em toda a cadeia da inovação, com foco em ações estratégicas, estruturantes e de impacto para o desenvolvimento sustentável do Brasil. Do montante anunciado, R$ 14,9 milhões serão destinados para a BH-TEC.

Outros R$ 14,7 milhões da Finep vão para a Universidade Federal de Viçosa (Zona da Mata) e R$ 6,5 milhões para a Universidade Federal de Lavras (Sul de Minas).

Mesmo com os cortes de investimentos, de 2017 a 2022, o BH-TEC desenvolveu 350 novos produtos e serviços e teve 54 pedidos de patentes depositados. A informação foi ressaltada pelo CEO da instituição, Marco Aurélio Crocco, na mesma audiência em que foi anunciado o novo aporte de recursos.

Segundo informações disponíveis no site do BH-TEC, o espaço é um complexo que funciona como agente de desenvolvimento tecnológico e de conexões de negócios de base científica-tecnológica.

Para isso, desenvolve estratégias e mecanismos inovadores em prestação de serviços em gestão, networking, acesso a financiamento e abriga empresas que se dedicam a investigar e produzir novas tecnologias e centros públicos e privados de pesquisa e desenvolvimento.

O BH-TEC tem como sócios-fundadores a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Governo do Estado de Minas Gerais, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae-MG).

“A atuação sinérgica entre essas instituições no BH-TEC contribui para o desenvolvimento científico, tecnológico econômico e social; para a estruturação de um ambiente capaz de potencializar atividades de pesquisa científica e tecnológica; para a introdução de inovações e a transferência de tecnologia; consolidação de empreendimentos de classe mundial no desenvolvimento de novas tecnologias, produtos e processos”, esclarece a instituição por meio de seu site.


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