A ex-presidente Dilma Rousseff relembrou hoje os sete anos da consolidação de seu impeachment pelo Senado, em 31 de agosto de 2016, e afirmou que os parlamentares “condenaram uma inocente” para ‘consumar um golpe parlamentar”.

Referindo-se à sua deposição como “golpe“, Rousseff rememorou trecho do discurso proferido na época, quando foi destituída do cargo, em post nas redes sociais.

“O Senado Federal tomou uma decisão que entra para a história das grandes injustiças. Os senadores que votaram pelo impeachment escolheram rasgar a Constituição Federal. Decidiram pela interrupção do mandato de uma presidenta que não cometeu crime de responsabilidade. Condenaram uma inocente e consumaram um golpe parlamentar”, disse Dilma Rousseff, em declaração após impeachment.

Por 61 votos favoráveis e 20 contrários, o Senado consumou o impeachment de Dilma em 2016. A decisão abriu caminho para que o vice da petista, Michel Temer (MDB), assumisse o Planalto.

Desde então, o PT, Dilma e o presidente Lula tratam o processo de impeachment como um “golpe“. A tese ganhou fôlego após o TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1º Região) arquivar a ação de improbidade pelas “pedaladas fiscais”, usadas como justificativa para tirá-la do cargo.

Lula defendeu uma “reparação” para Dilma. “É preciso saber como reparar uma [pessoa] que foi julgada por uma coisa que não aconteceu”, disse o presidente. Para o petista, Rousseff foi “absolvida” pela decisão do TRF-1.

Parlamentares do PT pretendem anular as ações da Câmara e do Senado para devolver, de forma simbólica, o mandato de Dilma. Os petistas alegam que o projeto é para promover uma “reparação histórica”, já que não seria possível devolver o mandato de fato para a ex-presidente.


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