O conflito na Faixa de Gaza escalou nesta sexta-feira (3), com relatos de bombardeios israelenses que deixaram 16 mortos, incluindo crianças, enquanto o Exército israelense declarou ter sido alvo de três projéteis disparados do norte do território palestino.

O porta-voz da Defesa Civil em Gaza, Mahmoud Basal, descreveu o cenário como um “dia difícil”, destacando que os ataques aéreos atingiram diversas áreas do território. Segundo ele, os corpos de 16 palestinos foram encontrados, vítimas dos bombardeios. O Exército de Israel afirmou ter atingido cerca de 40 locais associados ao Hamas, incluindo edifícios que anteriormente funcionavam como escolas. Basal, porém, acusou as forças israelenses de cometerem “massacres sob o pretexto de combater ativistas do Hamas”.

Israel continua a afirmar que é alvo de disparos de foguetes vindos do norte de Gaza. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou recentemente que intensificará os ataques caso o Hamas continue disparando contra Israel ou não libere reféns israelenses detidos em Gaza. Katz ameaçou com “golpes de uma intensidade que Gaza não vê há muito tempo”.

Além disso, o Exército israelense interceptou um míssil e um drone lançados do Iêmen pelos rebeldes huthis, apoiados pelo Irã. Os huthis reivindicaram a autoria dos ataques, afirmando que o míssil foi direcionado contra uma central elétrica e o drone contra um alvo militar ao leste de Jaffa.

Desde o início do conflito em 7 de outubro de 2023, desencadeado por um ataque do Hamas em solo israelense, o confronto entre as forças de Israel e o movimento islamista palestino tem se intensificado, envolvendo novos atores regionais como os huthis. O cenário aponta para uma escalada ainda maior de violência caso as tensões não sejam reduzidas.

Foto: Eyad Baba


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