O senador Confúcio Moura (MDB-RO) fez um pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (6) para cobrar a correção das perdas salariais sofridas por servidores dos ex-territórios de Rondônia, Roraima e Amapá, já integrados aos quadros da União. Segundo o parlamentar, muitos desses profissionais, especialmente professores, tiveram reduções de salário após o enquadramento e perderam a gratificação por dedicação exclusiva, um benefício que só pode ser retomado após cinco anos adicionais de trabalho.
“Alguns deles já estão chegando aos setenta e cinco anos, e o servidor público, com essa idade, é compulsoriamente aposentado. Eles foram desaposentados para cumprir mais cinco anos em sala de aula, com setenta, setenta e dois, setenta e cinco anos de idade. São pessoas que, por lei, já estão prestes a se aposentar. E, se forem embora pela compulsória, não receberão essa gratificaçãozinha na velhice. Não dá para permanecer em sala de aula, com essa idade, cheio de netos e bisnetos, esperando cinco anos para ter direito a essa bendita dedicação”, afirmou o senador.
Confúcio destacou que o processo de transposição dos servidores dos ex-territórios precisa ser finalizado com justiça e que as distorções ainda existentes devem ser corrigidas. O senador ressaltou a importância da atuação do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) para resolver a questão.
“Nós somos constantemente demandados por esses segmentos, e os sindicatos também têm participado ativamente. Mas, ainda bem que nós temos uma ministra da Gestão, a Esther Dweck, que é um poço de paciência, muito compreensiva e extremamente técnica. A equipe dela tem entendido bem essa situação e vem promovendo as correções de forma gradual”, declarou Confúcio Moura.
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

