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A menos de cinco meses da eleição, a disputa pela vaga ao Senado segue aberta em Minas, com o completo desconhecimento sobre possíveis candidatos, impedindo que algum deles desponte na corrida eleitoral.

Pesquisa do Instituto DataTempo, realizada entre os dias 30 de abril e 5 de maio, mostra que em um cenário espontâneo, ou seja, quando nenhum nome é apresentado pelo pesquisador, 82,8% dos eleitores não sabem quem escolher para o cargo. Mesmo quando são colocados nomes e suas possibilidades de votação, a imensa maioria desconhece e não opinam.

No levantamento espontâneo, o deputado estadual Cleitinho Azevedo (PSC) é o mais lembrado para a vaga, mas com apenas 1% das intenções de voto, lembrando que a margem de erro da pesquisa é de 2,19 pontos percentuais para mais ou para menos. O parlamentar mudou de partido em março, do Cidadania para o PSC, com a expectativa de concorrer à única vaga ao Senado disponível na disputa deste ano.

Em seguida aparece o nome do deputado federal Aécio Neves (PSDB), com 0,7% das intenções de voto. O ex-governador de Minas e ex-senador, no entanto, pelo que disse até agora, deve tentar a reeleição na Câmara dos Deputados. O atual senador Carlos Viana (PL) surge com 0,6% das menções, mas o nome dele não conta.

Já o deputado federal Reginaldo Lopes (PT), que colocou sua pré-candidatura nas mãos do ex-presidente Lula, aparece com 0,4% das intenções de voto. Na sequência está o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), citado por 0,3% dos entrevistados. Eleito em 2018, Pacheco já cumpre seu mandato no Senado e não disputa a vaga.

Com 0,2% das intenções de votos aparecem empatados a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), o ex-governador Fernando Pimentel (PT) e o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Antonio Anastasia. Nenhum deles deve entrar na disputa.

Outros possíveis candidatos, como Marcelo Álvaro Antônio (PL), Marcelo Aro (PP) e Alexandre Silveira (PSD), sequer aparecem no levantamento espontâneo, o que também não quer dizer muita coisa, pois os índices iguais ou abaixo de 1% para todos os pretendentes representa quase um empate entre todos. O desafio de todos é o mesmo: deixar o anonimato.

Ainda no levantamento espontâneo, 82,8% dos entrevistados não souberam responder quem seriam seus candidatos ao Senado, e outros 11,8% afirmaram votar em branco ou anular o voto. Para a cientista social e analista da pesquisa, Bruna Assis, a definição do eleitor para este cargo acaba acontecendo bem próximo da eleição, após o início das propagandas eleitorais.

“Diferentemente das eleições executivas, a disputa pelo Senado tende a não mobilizar muito os eleitores. O alto desconhecimento sobre o que fez um senador e seu papel dentro do contexto político torna difícil para o eleitor escolher um candidato que represente seus interesses. Por esse motivo, as eleições para cargos no Senado tendem a ser definidas há algumas semanas da eleição”, diz a analista.

 

 


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