O deputado federal Arthur Maia (União Brasil-BA) foi eleito presidente da CPI das invasões às sedes dos Poderes em 8 de janeiro. A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) ficou com a relatoria. O senador Cid Gomes (PDT-CE) virou o vice-presidente.

A definição dos nomes ocorreu durante a primeira reunião da comissão, que aconteceu na manhã desta quinta-feira no Senado Federal.

O nome de Eliziane Gama foi criticado pela oposição. O senador Marcos do Val (Podemos-ES) disse que ela não tem imparcialidade porque mantém amizade de longa data com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB), maranhense como ela.

Por fim, prevaleceu o acordo que estava costurado pelo governo federal e o centrão e escolheu Eliziane.

Ao fazer o primeiro discurso, a Eliziane lembrou que as mulheres não tinham nenhuma vaga no começo da CPI da Covid e hoje ocupam a relatoria de uma comissão de muita visibilidade.

O próximo passo é a relatora ler seu plano de trabalho e indicar quais serão as linhas de investigação a serem seguidas.

Existe expectativa de embates na comissão. Primeira pessoa a pedir a palavra, o senador Marcos do Val tomou uma bronca do presidente da reunião, senador Otto Alencar (PSD-BA). Ele estava interrompendo os demais integrantes da comissão. “Aqui não é delegacia de polícia. O senhor se comporte como senador”, afirmou Otto.

Mesmo sem o início dos trabalhos, o governo já defende que a CPI seja curta. O prazo inicial é de 120 dias, mas pode haver prorrogação.

Antes da primeira reunião, o líder do PT na Câmara, deputado Zeca Dirceu (PR), declarou que o país tem necessidades mais urgentes. “Prioridade é gerar emprego, tirar o Brasil do mapa da fome”, disse.


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