O presidente da CPMI do 8 de janeiro, Arthur Maia (União-BA), disse que a Comissão é para investigar os atos antidemocráticos, não o caso das joias e outros bens de valor recebidos como presentes de países estrangeiros pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL) e que não foram incorporados ao patrimônio público.
O que aconteceu:
CPMI não será palco para “discussões estranhas” aos atos golpistas, afirmou Arthur Maia em postagem no Twitter.
O presidente da Comissão ressaltou que “não admitirá” que o foco seja desviado, e destacou que “eventuais denúncias de corrupção ou outros assuntos contra quem quer que seja não serão tratados” na CPMI do 8 de janeiro.
Investigação sobre desvio de joias
Em operação batizada de Lucas 12:2, a Polícia Federal cumpriu, na última sexta-feira (11), mandados de busca e apreensão nos endereços do general Mauro Cesar Lourena Cid, pai do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro Mauro Cesar Barbosa Cid, e do advogado Frederick Wassef, que já defendeu o ex-presidente.
Os investigados são suspeitos de usar a estrutura do governo brasileiro “para desviar bens de alto valor patrimonial, entregues por autoridades estrangeiras em missões oficiais a representantes do Estado brasileiro, por meio da venda desses itens no exterior”, informou a PF.

