O relatório final da CPI do 8 de Janeiro, que pediu o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por quatro crimes, pode apontar o mesmo caminho que será usado pela Polícia Federal no inquérito das milícias, explicou a colunista do UOL Juliana Dal Piva no UOL News da manhã desta terça-feira (17).
Caso a comissão aprove o documento e a Procuradoria-Geral da República aceite a denúncia, as penas podem chegar a 29 anos de prisão.
A senadora Eliziane Gama pede que Bolsonaro seja indiciado por:
associação criminosa: 1 a 3 anos de reclusão
violência política: 3 a 6 anos
abolição violenta do Estado Democrático de Direito: 4 a 8 anos
golpe de Estado: 4 a 12 anos
“O que achei importante lendo o relatório, até pelo que ouvi na Polícia Federal nas últimas semanas, é que o crime que norteia a investigação das milícias digitais é o uso de informações falsas para incitação e planejamento de um Golpe de Estado contra a democracia no Brasil”, disse Juliana Dal Piva, colunista do UOL.
O relatório da senadora Eliziane parece um roteiro do que vai vir na conclusão do inquérito da Polícia Federal, sobre como o ex-presidente Jair Bolsonaro criou uma organização criminosa dentro da presidência da República para com diferentes servidores públicos e tentar atacar o Estado Democrático do Brasil.
O foco central da Polícia Federal é exatamente o crime de Golpe de Estado, que norteia o relatório da CPI.

