Pesquisa do Datafolha divulgada neste domingo aponta que a maioria dos brasileiros defende que o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpra sua pena em prisão domiciliar. De acordo com o levantamento, 59% dos entrevistados são favoráveis à manutenção do regime atual, enquanto 37% consideram que ele deveria retornar ao presídio. Outros 5% não souberam ou preferiram não responder.

O estudo ouviu 2.004 pessoas em 137 cidades do país entre os dias 7 e 9 de abril. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-03770/2026 e apresenta margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Bolsonaro foi condenado em 11 de setembro pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado em 2022. A Corte entendeu que o ex-presidente cometeu crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. A pena fixada foi de 27 anos e 3 meses de prisão, além de 124 dias-multa.

A prisão ocorreu em novembro do ano passado, após o descumprimento de medidas judiciais, incluindo a tentativa de violar o monitoramento eletrônico. Inicialmente, ele foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal e, posteriormente, transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar, localizado no Complexo da Papuda, conhecido como “Papudinha”.

Nos bastidores, aliados políticos têm atuado para defender a substituição do regime fechado por prisão domiciliar. Entre os nomes envolvidos nas articulações estão Ciro Nogueira, Tarcísio de Freitas e Valdemar Costa Neto. O senador Flávio Bolsonaro também participou de reuniões com o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.

A defesa do ex-presidente alegou questões de saúde para justificar o pedido de prisão domiciliar. Em 13 de março, Bolsonaro foi internado no hospital DFStar após diagnóstico de pneumonia bacteriana, chegando a permanecer em unidade de terapia intensiva antes de ser transferido para a ala semi-intensiva.

Diante desse quadro, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a prisão domiciliar por 90 dias, após a alta médica, como forma de garantir a continuidade do tratamento.

Foto: Ton Molina/STF


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