O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), defendeu nesta terça-feira (11) a necessidade de união entre os Poderes para avançar na agenda econômica do país. Ao lado do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, Alcolumbre destacou a importância do diálogo entre o Congresso e o Executivo, deixando de lado divergências políticas em prol do desenvolvimento nacional.
Seguindo o mesmo gesto feito ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), Haddad se reuniu com Alcolumbre e senadores de diferentes partidos. Também participaram do encontro os ministros Simone Tebet (Planejamento) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais). “Esse é apenas o primeiro [encontro] de muitos que teremos para começarmos a conversar e a dialogar sobre o futuro do Brasil sem aspecto ideológico, político ou partidário”, afirmou Alcolumbre, ressaltando a necessidade de convergência “em favor do Brasil e dos brasileiros”.
Na reunião, os senadores sugeriram reduzir de 25 para cerca de 10 as propostas legislativas consideradas prioritárias para o governo, incorporando projetos do próprio Congresso. Entre os temas debatidos, ganhou destaque o projeto de lei que restringe os supersalários no setor público, incluído pela equipe econômica como uma das medidas para conter despesas obrigatórias.
Outras pautas tratadas no encontro incluíram a reforma tributária sobre a renda, que prevê isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 combinada com a tributação de milionários, o projeto do devedor contumaz e a modernização da Lei das Falências. Apesar de anunciada no ano passado, a proposta de isenção do IRPF para rendimentos de até R$ 5.000 ainda não foi enviada ao Congresso.
Haddad ressaltou que não apenas o conteúdo das propostas é relevante, mas também a agilidade em sua aprovação. “Já adiantei que o presidente Lula já tem um conjunto de medidas, ou estão na Fazenda, ou estão na Casa Civil, mas já estão em tramitação interna no governo e que vão complementar aquelas 25 iniciativas importantes”, declarou.
Questionado sobre o recente aumento das tarifas sobre importação de aço e alumínio para 25% pelo governo dos Estados Unidos, Haddad afirmou que o tema não foi discutido no encontro.
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, também informou que os senadores não abordaram o Orçamento de 2025. O governo trabalha para votar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) ainda neste mês, mas parlamentares indicam, sob reserva, que a votação só deve ocorrer após o carnaval.
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

