A deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT) levou até à Diretoria de Polícia Legislativa as ameaças de morte feitas por um assessor parlamentar do vereador de Mário Campos, na Região Metropolitana, Reinaldo Magalhães (PP). A cidade irá sediar nesta terça-feira (9) o lançamento da candidatura à reeleição de Beatriz. O registro da ocorrência foi feito pela deputada ainda segunda-feira (8).

De acordo com Beatriz, em nota encaminhada à imprensa, a ameaça foi realizada no rastro de outras, “como as feitas à ex-deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB), à deputada estadual Andréia de Jesus (PT) e à vereadora de Belo Horizonte Duda Salabert (PDT), recentemente”. A deputada ainda acionou o gabinete militar da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

A autoria da ameaça é de Lucas Jonathas Amancio Ribeiro, 23 anos. Ao compartilhar em uma rede social o material de divulgação do ato de lançamento da candidatura de Beatriz, Ribeiro disse que, em Mário Campos, “não tem pra comunistas”. “É um povo totalmente ligado (sic) à direita, um povo que acima de tudo tem Deus no coração, respeita a família e respeita a nossa pátria e a nossa liberdade”, disse.

O assessor parlamentar ainda publicou uma foto, em que, aparentemente, porta uma arma de fogo na cintura, assim como simula um revólver com uma das mãos. “Vem esquerdopalha me oprimir, o chumbo vai cortar (sic) solto”, ameaçou. Em outra rede social, Ribeiro defendeu que “mulher não precisa de Lei Maria da Penha, mas de um 38 carregado”.

Em nota de solidariedade, o diretório estadual do PT afirmou que fará uma representação junto ao Ministério Público de Minas Gerais. “Em uma das publicações, de cunho machista, ele aparece com uma arma na cintura e faz ameaças claras à Beatriz Cerqueira. Uma conduta criminosa e inaceitável”, reforçou o partido.

O PT ainda colocou à disposição de Beatriz o próprio corpo jurídico. “Um país democrático não pode tolerar nenhum tipo de violência. Muito menos a violência política contra uma parlamentar eleita. É preciso que as autoridades tomem as devidas providências a fim de coibir esses casos. As divergências políticas devem ficar no campo das ideias e jamais podem ser usadas para justificar nenhum tipo de crime”, avaliou.