O ofício, enviado à Defensoria Pública da União e ao Ministério dos Direitos Humanos, cita pessoas que estariam sendo “tolhidas de condições básicas em termos de alimentação, hidratação e alojamento”.

“Diante da situação, solicito com urgência, a adoção de providências para fins de garantia dos direitos humanos de pessoas tuteladas pelo Estado que se encontram, conforme imagens já amplamente divulgadas pela imprensa, expostas a condições indignas.”

O documento foi elaborado pela deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) e tem a assinatura de outros bolsonaristas:

Bia Kicis (PL-DF)
Cabo Gilberto Silva (PL-PB)
Capitão Alberto Neto (PL-AM)
Carlos Jordy (PL-RJ)
Coronel Chrisóstomo (PL-RO)
Coronel Meira (União Brasil-SP)
Daniela Reinehr (PL-SC)
General Girão (PL-RN)
Gustavo Gayer (PL-GO)
José Medeiros (PL-MT)
Loester Trutis (PL-MS)
Luiz Lima (PL-RJ)
Major Fabiana (PL-RJ)
Rodolfo Nogueira (PL-MS)
Sargento Gonçalves (PL-RN)
Silvia Waiãpi (PL-AP)
Vermelho (PL-PR)
Zé Trovão (PL-SC)

Manifestantes bolsonaristas foram presos após participarem dos atos golpistas que destruíram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o STF (Supremo Tribunal Federal) no último domingo.

Mourão também reclama. Nas redes sociais, o ex-vice-presidente e senador eleito Hamilton Mourão (Republicanos-RS) disse que o governo está agindo de forma “amadora, desumana e ilegal”.

A detenção indiscriminada de mais de 1.200 pessoas, que hoje estão confinadas em condições precárias nas instalações da Polícia Federal em Brasília, mostra que o novo Governo, coerente com suas raízes marxistas-leninistas, age de forma amadora, desumana e ilegal.

Legalidade vai ser observada, diz governo

Por meio de nota, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania disse que “expressa preocupação com todas as pessoas do país que se encontram presas”.

O texto afirma que os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) que participaram dos atos são “violadores de direitos humanos e detratores da cidadania”.

“Dito isto, o MDHC informa que já está em contato com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) a fim de monitorar a situação das pessoas detidas após as arruaças que se deram em Brasília no último domingo (8). As prisões em flagrante estão sendo lavradas e as pastas irão atuar, em conjunto, na missão de que a legalidade sempre seja observada.”


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