Sem citar nominalmente o senador Sergio Moro (União Brasil-PR), o ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB-MA), disse nas redes sociais na noite deste sábado (25) que “não há imunidade parlamentar para proteger canalhice”.

O ex-ministro e ex-juiz da Lava Jato citou o uso do nome “Lula Livre” em um email associado ao grupo criminoso PCC (Primeiro Comando da Capital), segundo investigação da PF. “Gostaria de entender por que um dos criminosos do PCC, investigado no plano de sequestro e assassinato, utilizava como endereço de e-mail lulalivre1063?”, questionou Moro em uma publicação no Twitter na manhã deste sábado.

Dino rebateu o parlamentar em outra postagem. “Essas afirmações de ligação do PT com o PCC não passam de canalhice. Não há indício, prova, nada; só canalhice mesmo”, postou o ministro.

Em outra postagem, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, disse que Moro “vive da mentira”. Ela e chamou o ex-juiz de “falso” por “tentar associar o crime ao PT“: “O juiz parcial e suspeito, desmascarado e desmoralizado pelo STF, não tem autoridade para acusar ninguém“, escreveu no Twitter.

O ministro de Comunicação Social, Paulo Pimenta, convocou uma coletiva de imprensa e afirmou que as tentativas de associar o presidente às ações de grupos criminosos eram “perversas” e “fora de propósito”.

Flávio Dino já havia refutado a vinculação do presidente Lula com o caso. “É vil, leviano e descabido”, disse. “É mau-caratismo tentar politizar uma investigação séria.”

O ministro afirmou que, desde janeiro, autoridades tinham conhecimento do plano contra Moro e vinham acompanhando os movimentos do grupo criminoso.


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