Em um dia marcado por estabilidade no cenário internacional, o dólar comercial encerrou a segunda-feira (17) cotado a R$ 5,486, com queda de R$ 0,057, o que representa um recuo de 1,03%. Foi a primeira vez em oito meses que a moeda norte-americana fechou abaixo de R$ 5,50. O valor é o menor desde 7 de outubro de 2024, quando também estava em R$ 5,48. Apenas em junho, o dólar acumula queda de 4,08% e, no acumulado de 2025, recua 11,23%.
O movimento positivo não se restringiu ao câmbio. A bolsa de valores também teve um dia de forte alta. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 139.256 pontos, com avanço de 1,49%. Esse é o maior nível desde 27 de maio. A valorização foi puxada por ações de mineradoras, impulsionadas pela alta das commodities, e por empresas ligadas ao setor de consumo.
O ambiente externo influenciou diretamente o desempenho do mercado. A sinalização de que o Irã estaria disposto a negociar uma trégua com Israel reduziu a percepção de risco entre os investidores, afastando temores de que o conflito no Oriente Médio se intensifique. Além disso, dados econômicos positivos vindos da China ajudaram a sustentar o bom humor global. O desempenho acima do esperado da indústria e do varejo chineses animou os mercados emergentes. Como a China é o maior consumidor de commodities do mundo, o aquecimento da economia local tende a beneficiar países exportadores, como o Brasil.
No cenário interno, as atenções se voltam para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). A desaceleração da inflação em maio reforçou as expectativas de que o Banco Central manterá a Taxa Selic em 14,75% ao ano até o fim de 2025, o que tende a sustentar o apetite dos investidores pelo mercado de ações.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

