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João Doria chega em seus últimos dias como governador de São Paulo com a dura missão de defender sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto, alvo de desdém de rivais e de ceticismo por parte de seus correligionários. Mas o tucano não pensa em desistir. Ao menos, não agora.

Doria tem dito a pessoas próximas que, antes de junho, não tomará a decisão de abrir mão da candidatura. O diagnóstico do governador, compartilhado por seus auxiliares, é que, antes disso, o eleitor não está interessado na eleição e desistir tão antes do prazo das convenções não faz sentido politicamente.

Além disso, a aposta do grupo de Doria é que, ao deixar o comando de São Paulo, no final de março, ele poderá se dedicar à pré-campanha e melhorar seus números. Serão, portanto, três meses de pré-campanha na rua.

Se não houver guinada até junho, Doria tem repetido a aliados que irá trabalhar para eleger o candidato mais bem posicionado na terceira via. O governador vem dizendo que sua candidatura não é por ele nem pelo PSDB, mas pelo país e, portanto, o recuo pode acontecer lá na frente.

Doria tem pontuado entre 2% e 3% nas pesquisas de intenção de voto nacionais. Transformar esse quadro vai exigir um trabalho árduo de marketing e ajustes em sua postura, admite o próprio governador nos bastidores. Pesquisas encomendadas por sua campanha mostram um enorme descolamento entre a avaliação do governo Doria e a do candidato Doria. A gestão é bem avaliada pelos paulistas, mas a imagem do candidato tucano patina.

O desafio, portanto, é colar na figura de João Doria os feitos do governo feito por ele. E reduzir a rejeição, hoje uma das maiores entre os postulantes ao Planalto.

Para isso, a equipe do governador traçou um roteiro que envolve levar ao público nacional os feitos do governo de São Paulo e a trajetória de Doria – as dificuldades que a família enfrentou durante sua infância, o exílio do pai, a perda precoce da mãe, os estudos em escola pública.  A primeira etapa será, portanto, mostrar ao público quem é João Doria, diz um aliado.

A estratégia deriva da análise feita em pesquisas qualitativas. De acordo com integrantes do time de Doria, o eleitor não sabe muitas vezes explicar por que não gosta do governador. Há uma implicância que, na visão de seus estrategistas, tende a ser mais fácil de ser revertida do que a de candidatos que têm, por exemplo, a corrupção como motor de aversão por parte do eleitor.

 

 

 

 

 

 


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