O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) agradeceu publicamente ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, pela revogação do visto do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e de outros integrantes da Corte. A manifestação ocorreu na noite desta sexta-feira, após o anúncio da medida.
Eduardo, que está nos Estados Unidos desde março com o objetivo declarado de pressionar por sanções contra autoridades brasileiras, afirmou que outras ações semelhantes devem ser adotadas pelo governo Trump. Em publicação na rede social X, ele escreveu: “Muito obrigado presidente Donald Trump e secretário Marco Rubio. Eu não posso ver meu pai e agora tem autoridade brasileira que não poderá ver seus familiares nos EUA também — ou quem sabe até perderão seus vistos”.
O parlamentar acrescentou: “Eis o CUSTO MORAES para quem sustenta o regime. De garantido só posso falar uma coisa: tem muito mais por vir!”. Em outra postagem, Eduardo reiterou que não haverá recuo na ofensiva contra os ministros do STF.
O influenciador Paulo Figueiredo, aliado de Eduardo nas articulações nos Estados Unidos, afirmou em vídeo que futuras medidas podem ser ainda mais duras, superando inclusive as previstas na Lei Magnitsky. Essa legislação, em vigor desde 2016, autoriza os EUA a impor sanções econômicas a estrangeiros envolvidos em corrupção ou violações graves de direitos humanos.
Ao anunciar a revogação do visto de Moraes, Marco Rubio não especificou quais outros ministros ou familiares foram atingidos. Ele declarou que Trump está comprometido em responsabilizar autoridades estrangeiras que atentem contra a liberdade de expressão. Segundo Rubio, “a caça às bruxas política do Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, contra Jair Bolsonaro criou um complexo de perseguição e censura tão abrangente que não apenas viola direitos básicos dos brasileiros, mas também se estende além das fronteiras do Brasil”.
Também nesta sexta-feira, Moraes determinou novas restrições contra Bolsonaro, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição do uso de redes sociais. A medida foi referendada pela Primeira Turma do STF. A Procuradoria-Geral da República apoiou o pedido da Polícia Federal e citou as ameaças feitas por Rubio ao justificar a necessidade das novas medidas.
Pablo Valadares / Câmara dos Deputados

