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O jornalista Eduardo Costa (Cidadania) disse nesta segunda-feira (1º) que não será o vice na chapa do governador Romeu Zema (Novo) à reeleição. Em vídeo publicado nas suas redes sociais, o jornalista afirmou ter ligado para o governador para agradecer o convite para formar a chapa, mas rejeitá-lo, já que o PSDB, que é federado com o Cidadania, vetaria a indicação dele para o posto.

Eduardo Costa também criticou as lideranças tucanas Aécio Neves (PSDB) e Paulo Abi-Ackel (PSDB). O jornalista lembrou da acusação de que o ex-governador de Minas supostamente recebeu R$ 2 milhões em propina da JBS.

Uma das provas apresentadas no processo é a gravação em que Aécio Neves pede o dinheiro ao empresário Joesley Batista. Um suposto emissário, Frederico Pacheco, que é primo de Aécio, foi gravado recebendo malas de dinheiro na sede da empresa.

No início deste ano, a Justiça Federal em São Paulo absolveu Aécio Neves da acusação de corrupção passiva, assim como com Frederico Pacheco, mas o Ministério Público Federal recorreu da decisão. Aécio foi procurado e respondeu por meio de nota do partido à imprensa.

O jornalista também lembrou que o pai do presidente do PSDB de Minas, Paulo Abi-Ackel, era próximo da ditadura militar. Ibrahim Abi-Ackel chegou a ser ministro da Justiça durante o governo João Figueiredo, em 1980. Paulo Abi-Ackel foi procurado pela reportagem, mas ainda não se posicionou.

“O PSDB tinha que concordar (com a indicação para a vice). E aí meus amigos, a política que é a arte do possível para melhorar a vida das pessoas, me ensinou ao longo da minha vida que o impossível não”, disse o jornalista no vídeo.

“Conviver com Aécio Neves, não. Eu não tenho memória curta: eu lembro daquela história da mala de dinheiro e daquele áudio que rodou o Brasil, que se não vier pode tomar qualquer atitude. O PSDB, de Paulinho Abi-Ackel, filho do ministro da Justiça e relações preciosas com a ditadura, não, não dá para conviver com essa gente”, continuou Eduardo Costa.

Segundo o jornalista, diante da necessidade da liberação do PSDB, houve um “festival de negociações”. “Começou ‘ah, eu quero ser sucessor do Zema daqui a quatro anos’, ‘ah, eu queria que o Abi-Ackel fosse o vice do Zema’. Essas coisas. Então, antes que o prazo fatal chegue, na sexta-feira (dia 5 de agosto), eu liguei para o governador, agradeci a gentileza dele e estou de volta nos próximos dias à minha atividade normal na rádio Itatiaia”, concluiu Costa.

Em nota, o governador Romeu Zema (Novo) lamentou o fato do PSDB não ter liberado Eduardo Costa para ser seu vice.

“O governador Romeu Zema (Novo) lamenta que não tenha havido consenso para que o jornalista Eduardo Costa (Cidadania) fosse o candidato a vice na chapa e reitera a admiração pelo comunicador. Em respeito às decisões da federação partidária que ele integra, não vai se pronunciar sobre o posicionamento de outros partidos”, afirmou o Partido Novo, em nota enviada à reportagem.

Mateus Simões se torna favorito para vice de Zema

Com a recusa pública de Eduardo Costa, o favorito para ser o vice de Zema na próxima eleição é o ex-secretário Mateus Simões (Novo).

Na convenção do Novo, realizada no dia 23 de julho, o partido aprovou que, caso o vice não fosse Eduardo Costa, o escolhido seria Simões. Falta agora a Executiva Estadual do partido confirmar a indicação.

A chapa de Zema terá ainda o deputado federal Marcelo Aro (PP) como candidato ao Senado. O nome dele já foi aprovado tanto pelo Partido Novo como pelo PP.


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