O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), defendeu a necessidade de um “grande movimento de despolarização do Brasil” durante sua participação no fórum Brazil Week, promovido pelo Lide em Nova York. Em seu discurso, Leite criticou a polarização política do país, que, segundo ele, consome energia com disputas partidárias enquanto problemas como inflação e criminalidade seguem afetando a população.

“O Brasil polarizado gasta uma energia monumental para atacar uns aos outros, enquanto os problemas seguem livremente a inflação, a criminalidade, assustando as pessoas”, declarou.

Leite também apontou que o atual cenário político estimula a busca por novos nomes para a corrida presidencial de 2026, mencionando-se como um dos potenciais candidatos. “Dadas as condições da popularidade do presidente (Lula), da inelegibilidade do ex-presidente (Bolsonaro), há um cenário que estimula a busca de nomes. Eu me apresento como um dos nomes”, afirmou, durante evento promovido pelo grupo Esfera.

Na última sexta-feira (9), após 24 anos no PSDB, Leite oficializou sua filiação ao PSD. Apesar de manifestar interesse na disputa presidencial, ele destacou que, neste momento, seu foco está em apresentar projetos e discutir soluções para o país.

Dentro do partido, contudo, Leite enfrentará a concorrência do governador do Paraná, Ratinho Júnior, também cotado para 2026. O gaúcho afirmou que não pretende repetir disputas internas como as prévias do PSDB contra João Doria, preferindo buscar um consenso partidário em torno do nome mais viável.

Ele não descartou a possibilidade de apoiar uma candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), caso este decida entrar na disputa pelo Planalto.

Durante jantar com empresários promovido pelo Esfera, a movimentação de Leite foi elogiada. Um banqueiro, em caráter reservado, disse: “Gostei do movimento”.

Leite também aproveitou o evento para anunciar que foi publicada no Diário Oficial da União a autorização para disponibilização de 5 gigawatts de energia para a instalação de um parque de data centers no município de Eldorado do Sul (RS).

“Isso equivale a toda a energia consumida no Estado do Rio de Janeiro, liberada para uma instalação de data centers com disponibilidade imediata”, ressaltou.

Segundo o governador, se o Brasil avançar em segurança e privacidade de dados — responsabilidade do Congresso e do governo federal —, poderá atrair investimentos significativos de empresas de tecnologia.

Na segunda-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a política de incentivo aos data centers será anunciada após o retorno do presidente Lula de viagem internacional.

Crédito: Mauricio Tonetto / Secom


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