Fenômeno conhecido no céu dos países próximos aos círculos polares, as auroras boreais foram registradas nesta semana na França. O espetáculo, raríssimo no país, foi imortalizado por fotógrafos nas madrugadas de segunda-feira (27) e terça-feira (28).

O fenômeno é provocado por erupções solares. Para que possam ser vistas em países distantes do polo, é preciso que as explosões sejam fortes o suficiente e os raios de luz estejam, por sorte, na direção correta.

Frequentemente vistas no inverno nas regiões próximas aos círculos Ártico e Antártico, as auroras boreais são raras em latitudes tão baixas quanto as da França.

Mas desta vez, os franceses do oeste e do norte do país puderam acompanhar as ondas coloridas por duas noites consecutivas.

Quando acontece uma aurora boreal

Uma aurora boreal ocorre no encontro de ventos solares, repletos de partículas subatômicas carregadas de energia, com o campo magnético da Terra.

As explosões solares lançam partículas ionizadas a velocidades colossais no Universo. Quando esses fluxos colidem com o campo magnético da Terra, que serve de um escudo protetor para o planeta, é possível vermos auroras boreais.

“Estas partículas carregadas excitam as partículas na atmosfera, em particular oxigênio e nitrogênio, que dão as cores verde e rosa respectivamente” de uma aurora boreal, explica Éric Lagadec, astrônomo do Observatoire de la Côte d’Azur.

A distância de 150 milhões de quilômetros entre o Sol e a Terra é percorrido pela luz em apenas oito minutos. No entanto, as partículas ionizadas associadas às explosões solares levam dois dias para atravessar a mesma distância.

Dessa maneira, as auroras boreais vistas no início desta semana na França foram provocadas por explosões que aconteceram na sexta-feira (24).


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