A empregabilidade dos alunos do SENAI e os desafios enfrentados pelo mercado de trabalho foram os temas centrais debatidos nesta quarta-feira (26/2) na reunião do Conselho de Educação e Treinamento da FIEMG. O encontro, primeiro de 2025, ocorreu na sede da Federação, em Belo Horizonte.
José Batista de Oliveira, presidente do conselho, destacou que uma das prioridades do grupo para este ano é discutir e propor ações que aumentem a inserção dos alunos formados pelo SENAI na indústria de Minas Gerais. Durante a reunião, Oliveira convidou a coordenadora da Gerência de Educação e Tecnologia do SENAI para apresentar o Sistema de Acompanhamento Permanente dos Egressos do SENAI (Sapes).
Segundo a coordenadora, essa ferramenta foi desenvolvida para monitorar o desempenho dos alunos no mercado de trabalho e avaliar a satisfação das empresas que contratam profissionais formados pelo SENAI. “A pesquisa busca fornecer feedback essencial para aprimorar a qualidade dos cursos oferecidos e garantir a adequação da formação às necessidades do setor industrial”, explicou.
Com essa metodologia, o SENAI pode analisar indicadores de desempenho dos egressos no mercado formal e informal e medir a satisfação das empresas com a formação dos profissionais. A pesquisa abrange todos os departamentos regionais do SENAI e considera cursos de qualificação profissional, habilitação técnica, aprendizagem industrial e graduação tecnológica.
O Sapes é composto por três fases: avaliação do concluinte, avaliação do egresso e avaliação da empresa. Além disso, a pesquisa monitora 16 indicadores organizados em quatro categorias, que incluem empregabilidade e promoção socioprofissional. De acordo com os dados coletados, em 2024 a empregabilidade dos egressos do SENAI atingiu 91% entre alunos de cursos técnicos, 83% para qualificação profissional e 77% para aprendizagem industrial.
No entanto, ao considerar apenas a indústria, os índices de empregabilidade caem para 61% em cursos técnicos, 53% em qualificação profissional e 43% em aprendizagem industrial. Diante desse cenário, José Batista de Oliveira ressaltou a importância de criar mecanismos que aproximem ainda mais os alunos do setor produtivo ao longo do curso, promovendo sua inserção na indústria.
Após a apresentação da pesquisa, os membros do conselho debateram alternativas para ampliar a empregabilidade dos egressos. Entre os temas discutidos, destacou-se o impacto da inteligência artificial na qualificação profissional e sua influência na formação de futuros trabalhadores para a indústria.
Foto: Sebastião Jacinto Júnior

