O papel dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia no desenvolvimento de Minas Gerais foi destaque no quinto encontro regional do Fórum Técnico “Minas Gerais pela Ciência – Por um desenvolvimento inclusivo e sustentável”. O evento, promovido pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e 47 entidades, ocorreu de 23 de agosto a 27 de novembro.

Na sexta-feira (13/9/24), o encontro foi realizado em Ipatinga (Vale do Aço e Rio Doce), marcando a única reunião regional dentro de um instituto federal, enquanto os outros eventos foram realizados em universidades. O diretor-geral do Campus Avançado Ipatinga do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG), Alex de Andrade Fernandes, ressaltou a importância dessa escolha.

A pró-reitora de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação do IFMG, Gislayne Gonçalves, enfatizou o papel dos institutos federais na disseminação do conhecimento no interior do estado. “Os cinco institutos federais em Minas Gerais produzem ciência e tecnologia, contribuindo para a redução das desigualdades regionais”, disse ela, destacando a necessidade de mais investimentos para expandir essa contribuição.

Criada em 2008, a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica consolidou 31 centros federais de educação tecnológica (Cefets), 75 unidades descentralizadas, 39 escolas agrotécnicas, 7 escolas técnicas federais e 8 escolas vinculadas a universidades, formando 38 institutos em todo o Brasil.

O presidente do grêmio estudantil do IFMG, Hugo Sampaio, destacou a alta demanda por vagas na instituição, mencionando que um recente processo seletivo atraiu 1,5 mil candidatos para apenas 80 vagas.

A participação de estudantes e profissionais da educação básica no encontro de Ipatinga foi elogiada pelos organizadores, que ressaltaram a importância de fomentar o interesse pela ciência desde cedo. Entre as propostas apresentadas no evento estão a criação de um programa de incentivo ao desenvolvimento científico entre alunos do ensino fundamental e médio, com o uso de recursos estaduais e a infraestrutura das universidades e institutos federais.

Outras sugestões incluíram o incentivo a pesquisas sobre saneamento básico e o uso de novas tecnologias na educação.

O objetivo do Fórum Técnico é elaborar um Plano de Ciência, Tecnologia e Inovação para o desenvolvimento social e econômico de Minas Gerais. A pró-reitora Gislayne Gonçalves destacou que o governo federal destinou recentemente R$ 23 bilhões para o plano brasileiro de inteligência artificial, e apontou a importância da cooperação entre instituições públicas, privadas e o setor de ciência e tecnologia para alcançar avanços significativos.

Com relação à região do Vale do Aço e do Rio Doce, Gislayne apontou os pontos fortes, como a presença de uma indústria siderúrgica robusta, geração de empregos e boas infraestruturas de logística e educação. No entanto, ela também destacou desafios, como as desigualdades socioeconômicas, a necessidade de diversificação econômica e a busca por um modelo de desenvolvimento mais sustentável, especialmente nas áreas de mineração e agricultura.

Alex Fernandes, diretor-geral do Campus Avançado Ipatinga, mencionou a iminência de um acordo de reparação pelo rompimento da barragem de Mariana, destacando que a educação, ciência e tecnologia devem ser contempladas com esses recursos.

A vereadora Cida Lima, de Ipatinga, reforçou a necessidade de preservar o meio ambiente, apontando que as secas e incêndios atuais são consequência de decisões passadas.

 

 


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