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Nas últimas semanas, a cantora Anitta levantou um debate nas redes sociais a respeito da endometriose, doença que acomete 6,5 milhões de brasileiras. No início do mês, a artista revelou aos seus seguidores que foi diagnosticada com a doença. Nesta terça-feira (19), a cantora contou que está internada para passar por uma cirurgia, que faz parte do tratamento da enfermidade.

Segundo levantamento da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, no mundo existem cerca de 176 milhões de casos da doença. Considerada de certa forma comum, a endometriose se manifesta a partir da modificação no funcionamento das células do endométrio, tecido que reveste o útero, e, em vez de serem expulsas durante a menstruação, elas se movimentam no sentido oposto e caem nos ovários ou na cavidade abdominal, onde voltam a se multiplicar, provocando sangramentos intensos.

De acordo com o médico ginecologista e coordenador do Núcleo de Ginecologia do Hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte, João Oscar, entre os principais sintomas estão dor pélvica fora do padrão e contínua, dor nas relações sexuais – que sejam frequentes – e dificuldade para engravidar.

“O sangramento em excesso durante o período menstrual pode ser um indicador, mas também pode estar relacionado a outros distúrbios. Já as dores, também podem acontecer em outros momentos como ao urinar ou evacuar”, explica o especialista.

Segundo ele, o diagnóstico precoce é muito importante para que a doença não evolua. Ela pode acometer não apenas o útero como também órgãos próximos como bexiga e intestino. No entanto, o ginecologista alerta que não há como acabar com a doença e sim monitorá-la e impedir que ela comprometa a saúde e a qualidade de vida das pacientes.

“A endometriose é uma doença associada a sofrimento, muito pelas dores que ela causa”, diz.

Tratamento 

Apesar de Anitta ter precisado passar por uma cirurgia para tratar a endometriose, o ginecologista afirma que a minoria das pacientes passam pelo procedimento. João Oscar afirma que o mais comum é o tratamento clínico, que acaba variando de acordo com o caso, mas que o principal objetivo é bloquear a produção de hormônios, fazendo com que a mulher pare de menstruar.

“Só passam pela cirurgia as mulheres que sentem uma dor muito fora da curva ou que já possuem um desenvolvimento maior da doença que pode comprometer outros órgãos”, diz.

Infertilidade 

Muito associada à capacidade reprodutiva, a endometriose pode estar relacionada a casos de infertilidade feminina, mas segundo médico, até o momento, não existem estudos que comprovem a relação direta dos dois fatores.

“Nós nunca podemos falar que a doença causa a infertilidade, ou que mulheres com casos mais avançados terão mais risco porque são uma série de fatores que levam a esse quadro. Uma não é consequência da outra”, explica João Oscar.

 

 


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