A Serra do Curral recebe nesta quinta-feira (7) a visita de especialistas de vários lugares do mundo a pedido da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
O objetivo da fiscalização é verificar a situação da mineração no local para avaliar se um alerta patrimonial, que pode levar à perda do título de “Reserva da Biosfera” da Serra do Espinhaço, será lançado globalmente pela entidade.
A Comissão de Especialistas, formada por profissionais do Uruguai, Argentina, México e dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, foi nomeada pelo Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos), órgão que assessora a Unesco. A visita está marcada para começar às 13h30, no Parque das Mangabeiras, onde eles se encontrarão com uma equipe da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH).
Eles passarão pelas áreas das mineradoras Empabra e Tamisa e, também, no Belvedere, onde se pretende instalar o Parque Linear. “A ideia é observar in loco as ameaças ambientais e patrimoniais à área como um todo, e, em especial, os riscos representados ao Pico Belo Horizonte, símbolo da capital mineira”, detalha a Unesco.
Alerta global
Caso não sejam observados avanços na região, o chamado Alerta Patrimonial, que será divulgado mundialmente pelo Icomos, poderá ser acionado.
O alerta é um instrumento técnico de pressão, que chama a atenção do mundo para risco que a Serra do Curral corre, e que pode influenciar na decisão da Unesco de se manter ou não o título de “Reserva da Biosfera” concedido à Serra do Espinhaço pela entidade. O título é alvo de uma revisão a cada dez anos.
A decisão da comissão será anunciada na próxima sexta-feira (8).

