Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (30) um novo pacote de assistência militar no valor de US$ 2,5 bilhões (cerca de R$ 15,5 bilhões) para a Ucrânia. A iniciativa busca reforçar as capacidades de defesa ucranianas antes da posse do presidente eleito, Donald Trump, marcada para 20 de janeiro. A eleição de Trump em novembro gerou incertezas sobre a continuidade do apoio americano a Kiev, dado o histórico de críticas do republicano à ajuda militar destinada ao país.
O pacote inclui uma “redução” de US$ 1,25 bilhão (R$ 7,7 bilhões) nos estoques do Pentágono, permitindo o envio imediato de armas e equipamentos para o front de batalha. Outros US$ 1,22 bilhão (R$ 7,5 bilhões) serão destinados à Iniciativa de Assistência à Segurança da Ucrânia, que financiará a compra de materiais diretamente da indústria de defesa.
“Tenho orgulho de anunciar quase US$ 2,5 bilhões em assistência de segurança para a Ucrânia, enquanto o povo ucraniano continua defendendo sua independência e liberdade da agressão russa”, declarou o presidente Joe Biden em comunicado oficial.
O Departamento de Defesa informou que a assistência incluirá drones, munições para sistemas de foguetes de artilharia de alta mobilidade (HIMARS), mísseis guiados opticamente, sistemas antitanque, munições ar-terra e peças de reposição. Segundo Antony Blinken, secretário de Estado dos EUA, mais de 50 nações estão unidas para garantir que a Ucrânia tenha os recursos necessários para enfrentar a ofensiva russa.
Blinken destacou o compromisso da comunidade internacional em apoiar a Ucrânia: “Estamos trabalhando em conjunto para garantir que a Ucrânia possa se defender e manter sua soberania.”
Com o término de seu mandato, a administração Biden tem acelerado o envio de assistência militar e econômica à Ucrânia. Biden afirmou que está trabalhando para entregar a maior quantidade de ajuda possível antes da posse de Trump, incluindo o envio de equipamentos mais antigos, que podem ser rapidamente deslocados para o campo de batalha.
“Já entregamos todos os recursos aprovados pelo Congresso na primavera deste ano. Agora estamos focados em maximizar os envios de ajuda militar nas semanas finais do governo”, explicou Biden. A medida ocorre em um momento delicado, com a Ucrânia enfrentando avanços das tropas russas em seu território.
Além da assistência militar, o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou o desembolso de US$ 3,4 bilhões (R$ 21 bilhões) em apoio orçamentário direto à Ucrânia, completando os fundos aprovados pelo Congresso no início do ano. A secretária do Tesouro, Janet Yellen, reafirmou o compromisso americano de continuar endurecendo sanções contra a Rússia e apoiando a economia ucraniana.
“Junto com o envio de assistência de segurança e as ações contra a máquina de guerra russa, estamos posicionando a Ucrânia para alcançar uma paz justa“, declarou Yellen.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, agradeceu o apoio dos Estados Unidos, destacando a importância da ajuda em meio ao aumento das ofensivas russas. Zelensky acusou Moscou de contar com a participação de soldados norte-coreanos e de receber armamentos da Coreia do Norte e do Irã para intensificar os ataques.
A ajuda americana chega em um momento crítico para a Ucrânia, que luta para manter sua soberania e resistir à agressão russa. Com a transição presidencial nos Estados Unidos, o futuro da assistência a Kiev permanece incerto, aumentando a urgência das ações do governo Biden.
Foto: Roman Pilipey

