Os Estados Unidos (EUA) realizaram o quinto ataque contra os rebeldes houthis do Iêmen, nessa quinta-feira (18), apesar de o presidente Joe Biden reconhecer que os bombardeios não estão contendo os ataques no Mar Vermelho. Logo após os comentários de Biden, os houthis atacaram um navio mercante norte-americano no golfo de Aden.

O conflito entre os rebeldes do Iêmen e os EUA continua. Segundo a Casa Branca, as forças norte-americanas “destruíram ontem uma série de mísseis antinavio houthi”, que “estavam apontados para o sul do Mar Vermelho e preparados para serem lançados”.

“As forças norte-americanas identificaram os mísseis em áreas do Iêmen controladas pelos houthi” por volta das 15h40 (hora local). Consideraram que eles eram ameaça iminente aos navios mercantes e da Marinha dos EUA na região”, disse o Comando Central em comunicado.

“As forças dos EUA posteriormente atacaram e destruíram os mísseis em legítima defesa”, acrescentou.

Em entrevista após os ataques, o presidente norte-americano admitiu que os ataques de Washington contra os houthis não estão conseguindo conter os bombardeios no Mar Vermelho.

“Quando perguntam se estão funcionando, estão querendo saber se eles [os ataques] estão travando os houthis? Não. Eles vão continuar [com os ataques]? Sim”, disse Biden aos jornalistas em Washington.

Houthis atacam navio

Logo após os comentários do presidente norte-americano, os rebeldes iemenitas lançaram novo ataque com mísseis contra um navio mercante de bandeira norte-americana no golfo de Aden.

Washington confirmou o ataque, adiantando que a tripulação do Chem Ranger viu mísseis caírem na água perto do navio e não registrou feridos ou danos, tendo prosseguido na rota.

Este é o terceiro ataque da semana contra navios dos EUA e o quarto em geral desta semana. Na quarta-feira, outro navio de propriedade norte-americana foi atingido, horas depois de Washington ter redesignado os houthis como organização terrorista, retomando sanções retiradas em 2021.

Em resposta, os hhouthis consideraram “uma honra” a designação como grupo terrorista e o fato de estarem em “confronto direto” com Israel, os EUA e o Reino Unido.

“A designação dos Estados Unidos não tem qualquer valor e isso não mudará a posição do Iêmen em apoio à Palestina. Pelo contrário, consideramos que se trata de uma medalha de honra por apoiar a resistência palestina em Gaza, enquanto os EUA exercem a sua agressão contra o Iêmen”, afirmou o porta-voz rebelde, Mohamed Abdelsalam, na rede social X, na quarta-feira.

Os houthis começaram a atacar navios mercantes em novembro, sob o argumento de que agiam em solidariedade aos palestinos na Faixa de Gaza. Desde então, os rebeldes do Iêmen desencadearam dezenas de ataques a navios-tanque comerciais que atravessavam o Mar Vermelho, uma das rotas marítimas mais movimentadas do mundo. O movimento diz ter como alvo navios suspeitos de ligação com Israel.

Em resposta, os EUA e o Reino Unido lançaram uma onda de ataques aéreos e marítimos contra dezenas de alvos houthi em 11 de janeiro.


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