A Associação Mineira de Municípios (AMM) concluiu, na última sexta-feira (6/9), uma pesquisa revelando a falta de vacinas em municípios de todas as regiões de Minas Gerais. O levantamento, realizado entre os dias 3 e 5 de setembro, contou com a participação de 211 prefeitos e gestores de saúde. Todos os municípios relataram a ausência de algum tipo de vacina, evidenciando um problema que afeta amplamente o estado.

De acordo com o presidente da AMM e prefeito de Coronel Fabriciano, Dr. Marcos Vinicius, que também é médico, a situação é preocupante. Ele alertou que, sem a regularização imediata da distribuição dos imunizantes, Minas Gerais corre o risco de enfrentar surtos de diversas doenças. “A pesquisa revela a dura realidade que os prefeitos estão enfrentando. Estamos diante de um verdadeiro caos”, afirmou.

Os gestores entrevistados relataram atrasos de até quatro meses no abastecimento de vacinas, com alguns municípios enfrentando dificuldades por até dois anos. A escassez atinge imunizantes essenciais, como a vacina contra varicela, que está ausente em 93% dos municípios pesquisados.

Entre os problemas apontados estão a logística inadequada e a falta de frascos unidoses, que poderiam reduzir o desperdício. Além disso, a falta crônica de vacinas prejudica diretamente a imunização e a cobertura vacinal, impactando especialmente as campanhas de vacinação infantil.

A AMM já cobrou explicações do Ministério da Saúde, responsável pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), mas ainda não obteve resposta oficial. Dr. Marcos reforçou que, sem os imunizantes, a cobrança recai sobre os prefeitos, que são responsabilizados pela população. A associação planeja enviar os resultados da pesquisa ao Ministério na esperança de sensibilizar as autoridades federais sobre a gravidade da situação.