O deputado Marco Feliciano (PL-SP) usou uma fala machista e preconceituosa contra a ministra da Cultura, Margareth Menezes.
“Podemos, aqui, pedir para que a ministra venha aqui. É ministra ou ministro? Eu não sei quem é”, disse, ao que outro deputado disse “é ministre”, ironizando a linguagem neutra.
O deputado disse não saber como se referir à Menezes, insinuando sobre a identidade de gênero dela.
O deputado sugeria chamar a pessoa à frente do ministério para esclarecer alguns temas, como recursos da Lei Rouanet, na Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados.
No momento acontecia a reunião de instalação do grupo de trabalho.
Feliciano foi repreendido pela deputada federal Lídice da Mata (PSB-BA), que disse: “a ministra tem nome deputado, é a ministra Margareth Menezes do meu estado e estou aqui para defendê-la. Nós não vamos aceitar esse tipo de colocação”.
O deputado justifica dizendo que “não é do Estado” e “não acompanhou sobre isso”.
Depois, Feliciano disse que perguntou porque “não a conhece” e o questionamento foi “por respeito” a “como a pessoa se identifica”.
Eu quero saber o que ela é. Eu sei que é uma mulher, mas não sei se pode ser chamada de mulher ou não, por isso que eu estou aqui falando sobre isso. Perguntei o nome dela, afirmou o deputado Marco Feliciano.
Nós não vamos aceitar esse tipo de colocação. Não podemos aceitar (…) Eu quero que ele garanta respeitar a ministra Margareth Menezes. É só isso que peço, disse a deputada federal Lídice da Mata.
A reportagem procurou a ministra da Cultura, que informou que não vai comentar sobre a fala do deputado.

