Nove jogos sem vitória, oito deles com Luiz Felipe Scolari. O treinador ainda não venceu no comando do Atlético-MG. Uma série negativa que derrubou o time do 4º lugar para a 13ª posição na tabela do Campeonato Brasileiro.
A derrota por 2 a 1 para o Flamengo ganhou ares de frustração. O Galo teve bons momentos em boa parte da partida. Saiu em vantagem, mas levou a virada em casa.
O último triunfo foi em 6 de junho, um 1 a 0 sobre o Alianza Lima-PER, em Lima, pela quinta rodada da fase de grupos da Copa Libertadores. Eduardo Coudet era o treinador do time naquela partida.
Dos nove jogos de jejum, a primeira partida da sequência, o empate diante do Bragantino, teve o técnico argentino dirigindo a equipe.
Depois, com Scolari no comando, o Galo empatou com Fluminense, Libertad (pela Libertadores), América-MG e Goiás; e perdeu para Fortaleza, Corinthians, Grêmio e Flamengo.
– Nós todos sentimos, temos vergonha, tristeza porque fazemos do nosso trabalho nossa casa, nossa vida, o sonho. E não estamos conseguindo, não por falta de vontade, mas porque esse é o momento.
O reflexo dessa seca atinge o psicológico da equipe.
– Temos que assumir que não estamos fazendo aquilo que nos deixa tranquilo no fim de semana. Nenhum de nós sai de casa, porque sabemos que estamos em mau aproveitamento e que nos obriga a ficar intimamente mal conosco.
A agenda de jogos não dá respiro. Na próxima quarta, às 21h30 (de Brasília), o Atlético começa a decidir com o Palmeiras uma vaga nas quartas de final da Copa Libertadores. O jogo de ida é no Mineirão.
Felipão pediu desculpas ao torcedor pelo momento, mas conta com o apoio dos atleticanos contra o Palmeiras.
– Pedimos desculpas à torcida do Atlético. Precisamos da torcida no jogo de quarta. Os jogadores vão se dedicar mais do que nunca. Vamos trabalhar o aspecto psicológico.
GE

