Profissionais da imprensa do Vale do Aço se reuniram na noite desta terça-feira (7), no auditório da FIEMG, em Ipatinga, para participar da palestra *O futuro da imprensa com a Inteligência Artificial*. O encontro, realizado de forma híbrida, também foi transmitido para jornalistas de outros municípios da região.

A iniciativa foi promovida pelo Grupo Técnico de Comunicação Corporativa do Conselho Estratégico da FIEMG Vale do Aço, composto pelas empresas Aperam, Cenibra e Usiminas. O objetivo foi discutir o impacto da Inteligência Artificial (IA) no jornalismo, destacando tanto as oportunidades quanto os riscos que a tecnologia traz para o setor da comunicação.

A condução do tema ficou a cargo de Elissandra Hurtado, diretora-presidente da Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento e executiva com mais de vinte anos de experiência em gestão estratégica. Ela ressaltou que a IA pode ser uma poderosa aliada da imprensa, ajudando a otimizar processos sem substituir o papel essencial do jornalista.

“A Inteligência Artificial é uma parceira do jornalismo contemporâneo. Ela automatiza tarefas, personaliza a distribuição de conteúdo e auxilia na criação de estratégias que ampliam o alcance das informações. É uma ferramenta que melhora a eficiência e fortalece o impacto das notícias”, explicou Elissandra.

No entanto, ela também alertou para os desafios éticos e os riscos relacionados à manipulação de dados e à disseminação de desinformação. “Vivemos um cenário de desinformação crescente, e a checagem de fatos é fundamental. As redações precisam garantir a integridade da informação, adotando práticas responsáveis e transparentes no uso da IA”, destacou.

Durante o encontro, foi enfatizado que o uso responsável das ferramentas tecnológicas deve apoiar o trabalho jornalístico tanto nas rotinas operacionais — como redação, edição e distribuição de conteúdo — quanto na estratégia editorial, ampliando o alcance e a agilidade das publicações. “A credibilidade do jornalismo depende de sua capacidade de gerir riscos, assegurar transparência e preservar a memória coletiva”, pontuou a palestrante.

Elissandra apresentou ainda o exemplo do “The New York Times”, que em 2023 integrou ferramentas de IA generativa em seu processo editorial. O caso demonstrou ganhos em produtividade, mas também reforçou a importância de normas rigorosas para preservar a qualidade e a confiança no conteúdo publicado.

Sobre o futuro da profissão, a especialista foi categórica: “A Inteligência Artificial não substitui o julgamento, a ética, a empatia e a capacidade investigativa do jornalista. A criatividade e a visão crítica continuarão sendo o cerne do jornalismo”.

O presidente da FIEMG Regional Vale do Aço, João Batista Alves, elogiou a iniciativa e destacou a relevância do debate. “Vivemos um momento de mudanças aceleradas. A inteligência artificial já está presente em nosso cotidiano e representa um desafio e uma oportunidade para o jornalismo. É essencial que os profissionais saibam utilizá-la para inovar, manter relevância e preservar a responsabilidade social”, concluiu.

Foto: Divulgação/ FIEMG


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