Por Marco Aurelio Carone
Após cinco anos de investigações, conduzidas pela Polícia Federal e a Procuradoria Geral da República, fundamentadas principalmente na Cooperação Jurídica Internacional com a Suíça, no último dia 27, foi publicado a inclusão em pauta para julgamento pela Corte do Supremo Tribunal Federal o Inquérito 4436, tendo como investigados Aécio Neves da Cunha, Dimas Fabiano Toledo e Alexandre Accioly Rocha.



A este respeito Novojornal já publicou a matéria: PGR comprova movimentação das contas secretas de Aécio Neves.
Este será o primeiro inquérito de Aécio analisado pela Corte do STF, dando maior visibilidade aos atos praticados pelo atual parlamentar federal, que vem conseguindo, através de diversos procedimentos e artimanhas jurídicas, retardar o julgamento dos quase 30 inquéritos a que responde. As principais estratégias utilizadas é a arguição da competência da Justiça Eleitoral, e da justiça de primeiro grau seja federal ou estadual dos estados para seu julgamento.
Neste caso, trata-se de procedimento instaurado em 2017, após denúncia apresentada pela PGR, em função das delações dos proprietários e empresários das Construtora Andrade Gutierrez e Odebrecht, relatando sofisticado esquema montado para efetuar os pagamentos de propina ao parlamentar no exterior, fato comprovado através da quebra de sigilo bancário das empresas, pericias em seus documentos e principalmente Cooperação Jurídica Internacional com a Suíça.
São sete volumes de provas com aproximadamente 3.500 páginas, além do conteúdo de três CDs, considerados sigilosos pelo relator, onde extratos contratos e outros documentos comprovam os crimes praticados. Como não poderia ser diferente, pois acontecem em todos processo de Aécio Neves, uma surpresa. Em 08 de agosto de 2022, mesmo diante das incontestáveis provas colhidas, o Procurador Geral da República Augusto Aras solicitou que a denúncia fosse rejeitada.
A este respeito o Novojornal publicou a matéria: Aras sacrifica a categoria que representa tentando salvar Aécio Neves.
Em seu pedido, Aras tentou desqualificar e até mesmo questionar o que já se tinha sido investigado e relatado pela PGR, destorcendo e deixando de fundamentar sua análise em fatos e documentos constantes nos autos e entendimentos do STF. Sua medida além de causar perplexidade a seus pares, acabou tendo efeito contrário, pois já desacreditado diante de diversas decisões anteriores, em relação ao chefe do executivo federal.
O julgamento pela Corte será sem dúvida, um acontecimento histórico, seguido e assistido pela população mineira e brasileira, ansiosa em que se faça justiça aquele que tanto mal fez a Nação. Pois utilizou-se dos cargos que exerceu para enriquecer-se, através do agora comprovado pesado esquema de corrupção, adquirindo colossal poder através da entrega das riquezas mineiras e o utilizando para promover o golpe que levou o país a lamentável situação em que se encontra atualmente.

