A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) iniciará um estudo para subsidiar a avaliação da incorporação de uma injeção semestral de prevenção ao HIV no Sistema Único de Saúde. A iniciativa foi confirmada nesta sexta-feira e tem como objetivo analisar a viabilidade do uso do medicamento lenacapavir como profilaxia pré-exposição no país.

O lenacapavir, desenvolvido pela farmacêutica Gilead Sciences, foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária para prevenção do HIV-1 e apresenta elevada eficácia. Administrado por via subcutânea, o fármaco requer aplicação apenas duas vezes ao ano, o que pode ampliar a adesão à prevenção entre populações mais vulneráveis.

Segundo a Anvisa, o medicamento é indicado para adultos e adolescentes a partir de doze anos, com peso mínimo de trinta e cinco quilogramas, que apresentem risco aumentado de infecção. Antes do início do uso, é obrigatória a realização de teste com resultado negativo para HIV.

O estudo, denominado ImPrEP LEN Brasil, será conduzido pela Fiocruz com foco em homens gays e bissexuais, pessoas não binárias designadas do sexo masculino ao nascer e pessoas transgênero, com idades entre dezesseis e trinta anos.

As aplicações ocorrerão em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Florianópolis, Manaus, Campinas e Nova Iguaçu. A Fiocruz informou que as doses já foram fornecidas pela Gilead e que o início do estudo depende da chegada de agulhas específicas ao Brasil, para garantir segurança, controle clínico e acompanhamento adequado.

Foto: Rodrigo Méxas/Fiocruz


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