Francisco Joseli Parente Camelo, presidente do STM (Superior Tribunal Militar), afirmou neste sábado (16) que “foi um erro ter um governo com tantos militares”, em referência ao mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A opinião foi dada ao programa CNN Entrevistas.

Parente Camelo deu a declaração ao ser questionado se teria sido um erro a presença de tantos militares no governo anterior, de Bolsonaro.

Acho [que foi um erro], não podemos ter um governo com tantos militares.

“Nós, militares, temos que estar subordinados ao poder civil. O ministro da Defesa tem que ser civil. Nós temos a nossa competência como prevê a Constituição, a garantia dos poderes constituições e da lei da ordem. É para isso que temos que nos preparar e não se misturar com a política”, disse Francisco Joseli Parente Camelo à CNN.

O presidente do STM afirmou ainda que os militares devem trabalhar dentro das próprias competências, protegendo as fronteiras terrestres, marítimas e aeroespaciais.

Quando necessário, ajudando a população em momentos de desastres, em momentos de calamidades. É isso que nós fazemos e fazemos com muita maestria.

Parente Camelo citou a decisão do ministro Alexandre de Moraes de trazer para o STF a competência de julgar crimes como a tentativa de golpe, no dia 8 de janeiro, quando as sedes dos Três Poderes foram vandalizadas em Brasília.

O ministro Alexandre de Moraes tomou a decisão e fundamentou de maneira brilhante que o crime era da Justiça comum. Estamos ao lado do STF, não estamos contra.

Ele também reforçou que o órgão não é conivente com crimes e que o 8 de janeiro “abriu uma janela de oportunidades” para que a população brasileira entenda isso.

Sobre o futuro de Bolsonaro, o presidente do STM disse que é “imprevisível”. “Eu, sinceramente, não tenho ideia. É completamente imprevisível”, falou.


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