Os ajustes finais para a candidatura de Simone Tebet (Cidadania) como um dos principais nomes da terceira via para as eleições 2022 são a prioridade do partido, segundo o presidente nacional, Roberto Freire. Em entrevista à CNN, o político demonstrou otimismo sobre o crescimento da pré-candidata e afirmou que definição sobre vice pode levar tempo.

Tebet aguarda uma solução para disputas eleitorais entre o MDB e o PSDB com o objetivo de ser chancelada logo como a pré-candidata dos dois partidos e do Cidadania.

“As pessoas imaginam a política como se fosse um quartel em que se toca um clarim, se une as pessoas e saem em marcha de forma harmônica e sistemática. Na política, não se junta apenas porque é para juntar. É um processo”, pontuou Freire sobre uma possível terceira via unificada.

Sobre nomes consistentes para a candidatura à vice-presidência ao lado de Tebet, Freire reforçou que isso “só deve ser discutido um pouco mais adiante”.

“Eu diria que Tasso Jereissati (PSDB-CE) é um grande nome, tanto quanto Eliziane Gama (Cidadania-MA) pode representar o que o Brasil está esperando de uma terceira via. Isso não em preocupa, eu quero ter é a tranquilidade de poder iniciar a campanha de Simone Tebet, que pelos sinais pode crescer e ganhar essa eleição”, afirmou.

Freire reforçou ainda que não acredita que as eleições presidenciais já estejam decididas. “Nós estamos percebendo que a candidatura de Tebet pode vir a empolgar um país que não quer a continuidade dessa polarização”, disse. “Quem acredita que as eleições já estão decididas desde as pesquisas, não deve ir com muita sede ao pote. O jogo pode virar e nós estamos sentindo esses sinais”, reforçou.

De acordo com a pesquisa XP/Ipespe divulgada na sexta-feira (27), a pré-candidata do Podemos, Simone Tebet, possui 3% das intenções de voto.

Federação partidária

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no dia 26 de maio a criação da federação partidária formada por PSDB e Cidadania. A legenda da federação, então, atuará como um partido único no Congresso pelos próximos quatro anos, dividindo recursos do Fundo Partidário, tempo de televisão e unificando o conteúdo programático.