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Por Fábio Zanini (Painel)

O tom do discurso de Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal, na abertura do ano Judiciário foi visto pelos colegas como uma tentativa de baixar a temperatura e iniciar um processo de retirada da Corte do debate eleitoral. A dúvida, porém, é se Fux conseguirá manter a meta ao longo do ano, em especial, em meio às tensões com os inquéritos de Alexandre de Moraes.

Ministros entendem que o STF não precisa ser protagonista de conflitos, o que evitaria a criação de pretexto para que Bolsonaro acuse a Corte de interferência ou tentativa de desgastá-lo. Nesse sentido, defendem que Moraes deve refletir mais antes de determinadas decisões.

Entretanto, afirmam que o relator dos inquéritos tem total apoio em qualquer situação ou posição.

Os colegas entendem e admitem que embora tenha causado certas tensões no STF, Moraes também é quem tem defendido os colegas e a imagem do Judiciário diante dos seguidos ataques nos últimos anos.

Nesse cenário, a conclusão é que embora a sinalização seja de paz, o STF também deve se preparar para a guerra, uma vez que a relação com os outros poderes depende de decisões de 11 ministros que têm independência para atuar.

A prova de que a paz procurada por Fux não é tão fácil foi o discurso do ministro Luís Roberto Barroso, presidente do TSE. Ele citou nominalmente Bolsonaro ao falar do vazamento de informações do inquérito sobre o hacker que atacou os sistemas da Justiça Eleitoral. O caso foi o motivo da última rusga entre STF e Bolsonaro.

Fonte: Folha de São Paulo

 


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