O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta terça-feira (9) que tem plena consciência de que não ganhará nenhum “prêmio de Miss Simpatia” ao elevar a taxa básica de juros, a Selic, para 15%. No entanto, disse estar tranquilo por cumprir com rigor a missão da instituição: perseguir a meta de inflação.
“Tenho plena consciência de que, ao colocar a taxa de juros em 15%, dificilmente eu e os meus colegas do Copom vamos ganhar o torneio de Miss Simpatia no ano de 2025. Mas eu durmo muito tranquilo sabendo que o que estou fazendo é cumprir a meta e perseguir a meta, e tenho absoluta convicção de que este é o papel do Banco Central”, declarou Galípolo durante evento realizado pela Frente Parlamentar Mista do Empreendedorismo e pelo Instituto Unidos Brasil, em Brasília.
O presidente da autoridade monetária também destacou que será o primeiro a assinar duas cartas consecutivas justificando o descumprimento da meta de inflação em um intervalo de apenas seis meses. Com a adoção do regime de metas de inflação contínuas, em vigor desde janeiro, o Banco Central é obrigado a enviar uma carta aberta ao ministro da Fazenda sempre que a inflação acumulada em 12 meses ficar fora do intervalo de tolerância da meta por seis meses seguidos.
A nova carta de Galípolo deve ser divulgada nesta semana, após a publicação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente ao mês de junho. Em janeiro, o Banco Central já havia enviado uma primeira carta justificando o estouro da meta de inflação de 2024.
Foto: Jose Cruz/Agência Brasil

