O general Gustavo Dutra, comandante militar do Planalto durante os atos golpistas de oito de janeiro, não compareceu à audiência marcada para esta quarta-feira (29) no Supremo Tribunal Federal (STF). Dutra foi arrolado como testemunha de defesa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, réu em ação penal por tentativa de golpe de Estado.
Segundo a defesa, o general não foi formalmente comunicado sobre a audiência. O advogado Raphael Menezes, representante de Torres, disse estar em contato com Dutra e pretende agendar nova data para o depoimento. “Conversamos com a testemunha inclusive ontem e reforçamos a importância da oitiva. Vamos tentar remarcar ainda esta semana, pois se trata de um depoimento relevante”, afirmou Menezes.
O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, autorizou a possibilidade de remarcar a oitiva até a próxima segunda-feira (3), quando se encerram as audiências desta fase do processo.
O Comando Militar do Planalto, à época sob responsabilidade de Dutra, abrange o Distrito Federal, Goiás, parte de Minas Gerais e do Tocantins.
Foto: Brenno Carvalho

