O general Villas Bôas, ex-assessor especial do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo Bolsonaro, publicou um texto em suas redes sociais neste 15 de novembro em que defende os atos golpistas realizados por bolsonaristas que não se conformam com o resultado das urnas e pedem a intervenção das Forças Armadas.
Segundo ele, a mídia ignora o que chama de “movimentação de milhões de pessoas”.
O general Villas Bôas se notabilizou no passado ao pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fosse preso, o que permitiu a vitória de Jair Bolsonaro em 2018.
ABI repudia nota de Villas Bôas
A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) se manifestou nesta terça-feira (15) repudiando a nota do general Villas Bôas, ex-assessor especial do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo Bolsonaro, em que defende os atos golpistas realizados por bolsonaristas que não se conformam com o resultado das urnas e pedem a intervenção das Forças Armadas.
“O twitter do general da reserva Eduardo Villas Bôas, em defesa das manifestações golpistas que estão sendo realizadas por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, é um atentado à democracia, um estímulo ao golpe e merece nosso veemente repúdio”, destaca um trecho da nota.
A entidade também rebateu as críticas do general bolsonarista contra a imprensa. Segundo ele, a mídia ignora os atos antidemocráticos. “Mas a mídia está certa em não dar espaço para golpistas, que insistem em não aceitar democraticamente o resultado das urnas. Na verdade, o general omitiu que os poucos veículos de comunicação que cobriram esses atos antidemocráticos tiveram seus profissionais agredidos pelos manifestantes golpistas”.
“Como disse o ministro do STF, Luís Roberto Barroso, que tem sido atacado por bolsonaristas: “A democracia comporta manifestações pacíficas de inconformismo, mas impõe a todos os cidadãos o respeito ao resultado das urnas. O desrespeito às instituições e às pessoas, assim como as ameaças de violência, não fazem bem a nenhuma causa e atrasam o país, que precisa de ordem e paz para progredir”.
O resultado das eleições é reflexo da vontade do povo brasileiro. A ABI endossa as palavras do ministro Barroso: “Supremo é o povo. E o povo já se pronunciou. A eleição terminou. Só cabe agora respeitar o resultado. A vida democrática é simples assim. O resto é intolerância e espírito antidemocrático, quando não selvageria”.

