A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira revelou que 51% dos deputados federais acreditam que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deveria abrir mão de concorrer à Presidência da República em 2026. Apesar de estar inelegível até 2030, após condenação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Bolsonaro continua afirmando que será candidato no próximo pleito e evita indicar um possível sucessor.
Segundo o levantamento, 23% dos deputados ouvidos defendem que Bolsonaro mantenha sua candidatura. Entre os parlamentares da oposição, o apoio ao ex-presidente é mais expressivo: 49% acreditam que ele deve seguir como candidato, enquanto 47% avaliam que seria melhor ele desistir da disputa. No grupo dos deputados independentes, que não se consideram aliados do governo nem da oposição, o percentual que defende que Bolsonaro não deveria participar das eleições sobe para 65%.
Embora Bolsonaro continue a ser uma referência para parte do eleitorado, apenas 13% dos deputados consultados acreditam que ele será, de fato, o principal adversário de Lula na disputa presidencial de 2026. O nome mais citado para assumir essa posição é o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), mencionado por 49% dos parlamentares — um crescimento de dez pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, realizada no ano passado. Entre os deputados da oposição, 56% apostam em Tarcísio como candidato e 32% ainda enxergam Bolsonaro como provável concorrente.
No campo governista, a expectativa de que Lula buscará a reeleição permanece alta. De acordo com a pesquisa, 68% dos deputados acreditam que o presidente tentará um novo mandato. Esse índice era de 73% em maio de 2024. Atualmente, 21% avaliam que Lula não disputará a eleição. Entre os parlamentares da oposição, o número de quem acredita que o presidente não tentará a reeleição sobe para 37%.
A pesquisa ouviu 203 deputados federais entre os dias 7 de maio e 30 de junho, o que representa 40% da composição da Câmara. A margem de erro é de 4,5 pontos percentuais para mais ou para menos.
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

