Após a saída de Carlos Lupi do Ministério da Previdência Social e o desconforto gerado no PDT, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, declarou que o partido continua sendo “fundamental para a base do governo”. Em entrevista à CNN, Gleisi afirmou que o Palácio do Planalto está empenhado em resolver o mal-estar causado na bancada pedetista pela saída de Lupi, motivada pelo escândalo no INSS.
Gleisi ressaltou que o PDT é um “aliado histórico” e garantiu que o governo está “fazendo de tudo” para manter a legenda ao lado do presidente Lula nas eleições de 2026.
O deputado federal André Figueiredo (PDT-CE), que comandou o partido interinamente nos últimos dois anos, disse que, apesar do desconforto, não houve rompimento com o governo. No entanto, ele admitiu que a relação com o Executivo será discutida em breve. “A forma como Lupi foi tratado gerou incômodo. Wolney tem uma amizade antiga com Lula e é bem visto pelos deputados do PDT, mas sua indicação não foi debatida com o partido”, afirmou.
Por outro lado, o ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT), que manteve boa relação com Lupi mesmo após a adesão do partido ao governo Lula em 2022, reagiu negativamente à nomeação de Wolney Queiroz como novo ministro. Ele classificou a situação como uma “indignidade inexplicável” em comentário publicado nas redes sociais do próprio PDT, onde foi anunciada a troca no ministério.
Foto: Gil Ferreira/SRI

