O governo de Israel afirma que pretende “fortalecer” os assentamentos judaicos na Cisjordânia ocupada, depois de vários países terem reconhecido unilateralmente um Estado palestino.

Num comunicado divulgado no domingo (16), o Gabinete do Primeiro-Ministro disse que todas as propostas para fortalecer os assentamentos no que Israel biblicamente chama de Judéia e Samaria seriam votadas na próxima reunião do Gabinete de Segurança.

Noruega, Irlanda, Espanha e Eslovénia reconheceram o Estado palestino independente nas últimas semanas, um movimento motivado, pelo menos em parte, pela recusa aberta do premiê Benjamin Netanyahu em comprometer-se com uma solução de dois Estados.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel disse que a medida era uma recompensa ao terrorismo e fortaleceria o Hamas.

A declaração também disse que Israel analisaria quais ações tomar contra a Autoridade Palestina à medida que esta tomasse ações contra Israel em organismos internacionais.

No início deste mês, a Autoridade Palestina solicitou a adesão ao caso da África do Sul contra Israel na Corte Internacional de Justiça.

O ministro das Finanças de extrema-direita de Israel, Bezalel Smotrich, disse em maio que Israel deveria aprovar 10.000 assentamentos na Cisjordânia, estabelecer um novo assentamento para cada país que reconheça o Estado da Palestina e cancelar as autorizações de viagem para funcionários da Autoridade Palestiniana.

Não está claro se alguma destas ideias radicais faz parte das propostas atualmente em consideração em Israel.


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