O Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental, vinculado ao Departamento de Estado dos Estados Unidos, publicou uma nota oficial condenando a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. O comunicado foi divulgado em português e inglês nas redes sociais da instituição.

A manifestação faz referência à aplicação da Lei Magnitsky, anunciada na quarta-feira, com sanções contra Moraes por supostas violações de direitos humanos. “O governo americano responsabilizará aqueles que auxiliarem e incentivarem a conduta sancionada”, afirmou o órgão.

“O ministro Alexandre de Moraes, já sancionado pelos Estados Unidos por violações de direitos humanos, continua usando as instituições brasileiras para silenciar a oposição e ameaçar a democracia. Impor ainda mais restrições à capacidade de Jair Bolsonaro de se defender publicamente não é um serviço público. Deixem Bolsonaro falar!”, escreveu o perfil do Departamento de Estado, hoje comandado pelo republicano Marco Rubio.

Em maio, o mesmo Escritório já havia feito publicações em português após Rubio anunciar uma nova política de restrição de vistos a autoridades estrangeiras consideradas cúmplices na censura de cidadãos americanos. À época, ao comentar um post do secretário de Estado, o órgão escreveu: “Nenhum inimigo da liberdade de expressão dos americanos será perdoado”, o que foi interpretado por apoiadores de Bolsonaro como uma crítica indireta ao STF.

Segundo aliados do ex-presidente com interlocução junto à Casa Branca de Donald Trump, a prisão domiciliar deve acelerar a imposição de novas sanções contra integrantes do Judiciário brasileiro.

Foto: Win McNamee

 


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