A greve dos professores da rede municipal de Belo Horizonte segue com forte adesão. De acordo com levantamento do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-REDE/BH), apenas 14 escolas não foram impactadas até o momento.

A paralisação foi motivada principalmente pela rejeição ao reajuste salarial de 2,49% oferecido pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). Os profissionais da educação consideram o índice insuficiente, abaixo da inflação e aquém do Piso Nacional do Magistério.

“Apesar da força da paralisação, a prefeitura sequer se dignou a agendar uma reunião de negociação com o sindicato. Em vez disso, enviou um ofício com um acréscimo à proposta anterior, mantendo o reajuste irrisório de 2,49%”, afirma nota oficial divulgada pelo Sind-REDE/BH.

A mudança proposta pela PBH foi a extensão do vale-alimentação aos profissionais com jornada inferior a 40 horas semanais, que formam a maioria dos professores da rede. Segundo o sindicato, porém, o benefício será pago de maneira proporcional à carga horária.

Além do reajuste, os trabalhadores reivindicam outras medidas: contratação imediata de professores, sobretudo para as EMEIs; reestruturação da carreira; redução do número de alunos por sala; ampliação do tempo de planejamento pedagógico; e paridade nos reajustes para aposentados. A paralisação está mantida até, pelo menos, a próxima assembleia da categoria, marcada para a terça-feira, 17 de junho.

A Prefeitura defende que o reajuste de 2,49% recompõe a inflação acumulada entre janeiro e abril de 2025. Segundo o Executivo, não se inclui a inflação de 2024, pois naquele ano já houve um aumento salarial de 8,04%, superior à inflação do período (4,77%).

Ainda de acordo com a PBH, o reajuste representa o limite orçamentário possível para essas despesas, assegurando a sustentabilidade financeira do município. A medida, somada ao aumento do vale-refeição para R$ 60 e demais demandas, geraria um impacto anual de R$ 493 milhões — R$ 156 milhões destinados à Educação.

O índice de correção será retroativo a maio e abrangerá ativos, aposentados e pensionistas, incidindo sobre salários, vencimentos, gratificações, abonos e benefícios.

Foto: Sind-Rede /BH / Divulgação


Avatar

administrator