Pelo terceiro dia consecutivo, as estações de metrô em Belo Horizonte e na região metropolitana amanheceram fechadas nesta sexta-feira (17). A continuação da greve foi decidida pela categoria após assembleia na manhã dessa quinta-feira (16) mesmo após uma decisão impor a escala mínima de 70% da frota mínima em circulação.

A categoria vai voltar a se reunir na manhã deste sábado (18) para definir, mais uma vez, o rumo do movimento.

Atualment,e vigora uma decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3) assinada pelo desembargador César Pereira da Silva, que definiu o funcionamento diário “de 70% dos trens, observada a totalidade da escala prevista em relação às linhas e aos horários habituais praticados”.

Em caso de descumprimento, foi estabelecida uma multa diária de R$ 100 mil; nos dias de Carnaval a penalidade sobe para R$ 150 mil. O desembargador também determinou o funcionamento de 100% do serviço de segurança metroviária, em período integral.

A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) informou que já apresentou à Justiça o pedido para aumento da multa, já que o sindicato descumpre a escala mínima. O presidente do Sindimetro, Daniel Glória, afirmou à reportagem nessa quinta-feira que aguarda um posicionamento concreto de entes e políticos responsáveis pelo processo de privatização para garantir o emprego dos servidores.

A greve atual começou na terça-feira (14), mas sem uma adesão da categoria, já que os trens circularam ao longo do dia. Já nessa quarta-feira (15), a paralisação foi total e as estações nem abriram.

A categoria é contrária à privatização da CBTU. Eles dizem que não foram ouvidos na elaboração do edital de concessão, lamentam falta de estabilidade de empregos e questionam a garantia de que haverá expansão do serviço.


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