Ao menos 30 mil usuários deixaram de utilizar o metrô diariamente devido a greve promovida pelos funcionários da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). A categoria é contrária ao processo de privatização, aprovado na última quarta-feira (24) pelo Tribunal de Justiça (TCU).    

Segundo um levantamento da própria CBTU, o número de passageiros registrados na segunda-feira (29) aponta uma redução em relação à média de 100 mil usuários diários que eram registrados nos dias de semana. Operando com intervalos longos devido à escala reduzida, o transporte foi utilizado por apenas 74.911 passageiros. 

Durante o final de semana, o número de passageiros também sofreu queda significativa. Nos dados, a CBTU aponta que foram 23.057 passageiros registrados no sábado e 18.574 no domingo, bem abaixo da média de 50 mil pessoas (sábado) e 30 mil (domingo). 

Em contrapartida, muitos usuários do metrô estão migrando para os ônibus, o que tem impactado na superlotação do transporte. A BHTrans, que gerencia o trânsito na capital, disse que está monitorando o impacto da greve do metrô em tempo real e que, caso seja constatada a necessidade, mais viagens de ônibus poderão ser solicitadas para evitar que os ônibus fiquem muito cheios. A empresa, porém, não soube informar se houve essa solicitação nos últimos dias. 

Escala reduzida 

Por determinação da Justiça, a operação do metrô está limitada a 60% mesmo com a greve. Com isso, o intervalo das viagens em dias úteis é de nove minutos nos horários de pico, entre 6h e 8h30 e 16h30 e 19h. Nos demais horários, a espera é de 25 minutos.  

Aos sábados, os trens operam com intervalo de 20 minutos até às 12h, e intervalo de 25 minutos nos demais horários. Aos domingos e feriados, o intervalo entre trens é de 32 minutos.